quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Autismo - ESTIMULANDO HABILIDADES MOTORAS FINAS E GROSSEIRAS

 

16 de outubro de 2012 às 06:30
Coordenação motora fina: Visa utilizar os pequenos músculos, produzindo movimentos delicados e precisos - pegar objetos, movimento de pinça, pintar, segurar corretamente um lápis, etc.

Coordenação motora grossa: Visa utilizar os grandes músculos, permitindo a criança a dominar o corpo no espaço. Andar sem esbarrar nos objetos, subir e descer escadas, etc.

O tempo no chão (floortime) é uma grande maneira de praticar de forma indolor tarefas motoras finas. Exercícios organizados, tais como sentar a uma mesa e escrever as letras do alfabeto, podem ser terrivelmente difíceis para algumas crianças. Por outro lado, criar um cardápio de faz-de-conta para apresentar aos fregueses de seu restaurante de faz
-de-conta podem imitar um exercício motor fino semelhante de uma forma inteiramente diferente. Na medida em que você usa sua ingenuidade e trabalha tais atividades no ritmo da sua brincadeira de faz-de-conta, seu filho certamente irá divertir-se muito.

Atividades motoras grosseiras representarão obviamente uma grande parte de seus jogos na hora do chão. Saltar, pular corda e dançar podem caber perfeitamente em uma peça infantil. Cenas de caça, rodeios e balés são bons ingredientes de faz-de-conta também. Se tais atividades são difíceis demais para a criança com problemas motores grosseiros significativos, você poderia começar sugerindo cenários mais simples.

Fonte: Texto extraído do livro “Filhos emocionalmente saudáveis, íntegros, felizes e inteligentes” de Greenspan


Autista - Como o seu filho percebe o mundo – através de movimento, tato, visão, audição e olfato.

 

16 de outubro de 2012 às 08:11
Muitas crianças com Espectro Autista reagem de forma incomum ao mundo ao seu redor. Isto acontece porque elas podem não sentir as coisas da mesma forma que você. Seu filho pode ser hipersensível a certas sensações, o que significa que uma pequena quantidade da sensação pode estimulá-lo intensamente. Se o seu filho é hipersensível, ele pode se afligir e tentar evitar as sensações que o incomodam.



 Ao mesmo tempo, seu filho pode ser hipossensível a certas sensações e buscá-las, porque é necessária uma grande quantidade da sensação para estimulá-lo. Crianças que são hipossensíveis ao movimento são particularmente ativas, porque correm de um lado para o outro, balançam o tronco ou pulam buscando provocar as sensações que precisam. Por outro lado, há crianças que são hipossensíveis às sensações, e mesmo assim são passivas. Elas mal reagem ao mundo à sua volta, porque não estão obtendo estímulos suficientes.



 É possível que seu filho tenha reações contraditórias às sensações – ele pode ser hipersensível a algumas e hipossensível a outras. Assim será mais fácil entender o comportamento de seu filho diante as sensações do dia-a dia. Muitas crianças com Espectro autista são hipossensíveis não respondem quando chamado, produz sons estranhos, muito embora outros são hiperssensível aos sons ( como liquidificador, encerradeira, secador ou aspirador).



outras crianças com Espectro Autista são hipossensível a alguns cheiros e gostos ou busca  sensações (explora coisas lambendo e cheirando-as gosta de comidas muito condimentadas) e outras hipersensível a alguns cheiros ou gostos evitando certas  sensações de gosta de comidas e certos cheiros.




Fonte Livro Mais que palavras Fern Sussam e Robin Baird Lewis

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

AUTISMO - RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA


 AEE e Deficiência Física
5ª Atividade

Conceito de tecnologia assistiva....
A Tecnologia Assistiva, segundo Bersch (2006, p.2),”deve ser entendida como um auxilio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência”.
“Tecnologia assistiva são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades diárias por pessoas com deficiência. Procuram aumentar as capacidades funcionais e assim promover a independência e a autonomia de quem às utiliza”. (MELO, 2007, p. 94)
Conforme conceito proposto pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República: "Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (CAT, Ata da Reunião VII, SDH/PR, 2007). (Wikipédia, 20013).
Após pesquisar e compreender o que são recursos de Tecnologia Assistiva optei em apresentar para os meus colegas de trabalho e estudo, este material de baixa tecnologias que estou utilizando no Atendimento Educacional Especializado na sala de recursos com os meus alunos.
São, blocos de encaixe, nos quais fui colando letras e gravuras para facilitar a escrita das primeiras palavras, para alunos no início do processo de alfabetização. Alunos com necessidades educacionais especiais de ordem física com comprometimento motor, sensorial e também psicológico. É para aprender brincando e eliminar barreiras que prejudicam o desenvolvimento do aluno.

Bibliografia
Retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_assistiva Acessado em: 21 de agosto de 2013.
Schimer, Carolina R. [et l.]. Deficiência Física – São Paulo: MEC?SEESP, 2007. 130 p. (Atendimento educacional especializado)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Atividades Pedagógicas de Cores e Formas Geométricas para autistas

 

16 de outubro de 2012 às 08:36

Não é tão simples ensinarmos cores e formas geométricas para alunos com autismo, porém é possível desenvolver este aprendizado de maneira didádica e prazerosa. Por isso, estamos compartilhando com pais e profissionais que trabalham com pessoas com autismo, esta experiência desenvolvida com nosso filho, o Ulisses, e outros alunos. Em pouco tempo já estamos vendo progresso, pois ele expressa o aprendizado fazendo todas as atividades de forma correta.

As cores e formas geométricas já na Educação Infantil fazem parte do currículo escolar dentro do conteúdo de matemática. Este conteúdo faz parte do nosso dia-a-dia por isso é tão importante ensinarmos aos nossos pequenos. Quando trabalhamos cores estamos também ensinando a criança a classificar. E o ato de aprendermos a classificar a partir das cores faz com que a criança perceba no mundo e na natureza os pequenos detalhes da beleza da vida. A idéia é fazer com que o aluno com autismo consiga generalizar este aprendizado e servirá de porta de entrada para outras vias do conhecimento.

Esta atividade ensina as cores primarias como o azul, vermelho, amarelo e verde com materiais de tampa de diversas garrafas inclusive a de Pet. As formas geométricas são trabalhadas com tampinhas de pet e palitos de picolé de plásticos coloridos. De forma intuitiva o aluno, logo de início consegue entender a atividade.

Passo-a-passo da Atividade: Formas geométricas e cores

Para esta atividade temos o quadrado, retângulo e triângulo impresso na folha A4 cada forma nas quatros cores que são Vermelho, azul, verde e amarelo, estas folhas são plastificadas para melhor durabilidade. Aqui são usados palitos de plasticos coloridos(da kibon do picolé Frutilly), também pode ser usado de outras marcas e de palito de madeira pintado. O tamanho dos lados das formas devem ter o mesmo dos palitos usados. O aluno deve sobrepor cada palito em cima dos lados das formas conforme as cores. No retângulo foi usado dois palitos nos lados maiores.





Atividade do Círculo com tampas de pet. A técnica usada é a mesma, basta fazer o desenho no mesmo tamanho das tampas de Pet, cada circunfência formada de vários círculos representados por cada tampa.




Atividade de Cores com tampas variadas com Velcro. Notem que a idéia agora é trabalhar só cores de forma generalizada, pois estamos usando tampas de vários tamanhos, para que seja entendido que a relação feita é a cor não importando o tipo de tampa. obs: os quadrados demarcados na folha neste momento não denota uma forma geométrica e sim o lugar onde a peça deve ser colocada. Esta atividade deve ser desenvolvida em etapas.

1ª - comece com uma cor em cada folha separada.




2ª - Depois que o aluno conseguir fazer as atividade em cores por vez, desenvolva então com duas cores ao mesmo tempo na mesma folha.



3ª - Depois de ter exercitado nas etapas anteriores, trabalhe agora com as quatros cores as mesmo tempo na mesma folha.



4ª - Nesta última etapa também propomos o trabalho com as quatros cores ao mesmo tempo na folha, diferença é que as cores não estão ordenadas exigindo um grau maior de dificuldade.




Veja que foram usados materiais reaproveitados como as tampas e palitos de plásticos, que aparentemente não serviriam para fazer nada além de poluir as ruas. Fica a diga de uma forma de uso didático desses materiais.

Muito importante que você aplique as atividades propostas, pois os resultados certamente surgirão.

Fonte: Autismo no Amazonas

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A linguagem de pessoas com Asperger: características e treino

 

19Ago

Especialistas não estão em total acordo em relação à linguagem de pessoas com Asperger, transtorno do Espectro do Autismo. Enquanto alguns defendem que não existem atrasos significativos no desenvolvimento esperado da linguagem de portadores de Asperger, outros afirmam que sua linguagem é claramente diferente.
A diferença na linguagem de Aspergers pode ser resultante de algumas características do transtorno, como a incapacidade ou dificuldade para compreender as regras sutis de interação social, além de piadas e “pistas” sociais – indicações que as pessoas costumam dar sobre suas opiniões e impressões, seja sobre um assunto, rumo da conversa ou sobre a outra pessoa com quem se conversa. Por ter dificuldade em perceber essas pistas, a pessoa com Asperger pode ser rotulada como desagradável e inconveniente, prejudicando suas relações na escola, no trabalho e até na família.
A dificuldade em envolver-se em comunicação recíproca também acompanha as pessoas com Asperger, e muitos descrevem sua fala como a de um “pequeno professor”. O comportamento considerado estranho, porém, não é necessariamente resultado de desejo de afastamento. “Este é apontado como o ponto mais frustrante para os indivíduos com Síndrome de Asperger, pois os seus problemas sociais não parecem derivar necessariamente de uma falta de interesse nas relações sociais, e sim porque eles parecem apenas não saber como fazer essas relações sociais funcionarem”, afirma a pesquisadora Carla Maria da Silva Matos, autora do estudo “Compreensão de linguagem não-literal em crianças com Perturbações do Espectro do Autismo”.
O tratamento fonoaudiológico para pessoas com Asperger envolve o treino do contato visual e linguagem corporal, além do uso de imagens para explicar figuras de linguagem (metáforas, como a expressão “chovendo canivetes”). Um especialista também podem ensinar à pessoa como iniciar uma conversa, e treiná-la para que não interrompa a fala dos outros, o que Aspergers costumam fazer.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/7338/1/ulfpie042850_tm.pdf