quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Autismo - trbalhando com... Cartões Caseiros textura

3 de janeiro de 2013 às 04:58


No outono eu fiz estes cartões textura e só percebi que eu nunca compartilhei com eles. Eu já tinha visto placas de textura / cartões para venda, mas percebi que eu poderia fazer algum mim.
Eu cortei 20 pedaços de papelão fino (caixas de cereais poderia trabalhar) através das fontes de meu ofício para que as coisas cola para eles. Aqui está o que eu usei.
(Foto da esquerda para direita e de cima para baixo) palitos de picolé, jóias, um carro de papel, fios, penas, rendas, pipoca, areia, forros prateleira de borracha, pegajoso, apoiado velcro, palitos, formas de espuma , clipes de papel, fixadores de papel , corações de espuma, lantejoulas, arroz etc

Para usar os cartões, eu corto pedaços de papel do mesmo tamanho que os cartões e levou os invólucros fora de um lápis poucos. 

Algumas das texturas funcionou melhor do que os outros, mas eles ainda eram divertido de usar.Fazer os cartões textura me deu um pouco de tempo, mas foi definitivamente uma opção frugal.Ultimamente, o meu pré-escolares têm vindo a utilizar a nossa tabela de Lego para fazer decalques.. Você já fez rubbings pastel com seu filho? Que tipo de coisas que você usa para as texturas?
http://www.pocketfulofposiesblog.com/2010/05/homemade-crayon-rubbing-texture-cards/

Autismo....Como e quando ensinar?

11 de janeiro de 2013 às 09:14
Créditos
Suzana Almeida


As crianças autistas podem aprender imensas coisas e, embora todas sejam diferentes, o que a ciência nos diz é que precisam de mais oportunidades de aprendizagem do que as outras crianças. Isto significa que se para um menino típico nós precisamos dizer-lhe duas vezes “Isto é um vaso!” para que ele aprenda e o diga na próxima vez que vir um objeto semelhante, para os portadores de PEA poderemos ter de repetir 20, 50 ou 100 vezes.

Isto implica que praticamente tudo tenha de ser ensinado de forma sistemática e repetida, o que exige tempo e paciência. Mas todos temos, verdade? Assim, se queremos que aprendam algo, muito provavelmente vamos ter de lhes dar muitas (mesmo muitas!) situações de aprendizagem, por exemplo: se queremos que aprendam a vestir um casaco, não é razoável esperar que aprendam se só o fizerem uma ou duas vezes por dia como acontece com as outras crianças. Então, em casa, é preciso criar momentos específicos para que a criança repita esta actividade mais vezes – tantas quantas tolerar. O ideal é que os pais se revezem e procurem que outros elementos da família colaborem, para que não esgotem as suas energias!

Vejam esta sugestão: como não é possível ensinar tudo de repente, criem uma lista de objetivos e façam uma tabela onde registam em cada dia o que fizeram e quantas vezes.

A tabela encontra-se na imagem anexa.
Também podem, e devem, trabalhar no fim de semana, isto é só um exemplo.

Estes registos têm várias vantagens, assinalam-se apenas algumas:
1) ajudam-nos a perceber se estamos a ser sistemáticos ou não,

2) “obrigam-nos” a criar mais situações de ensino – ninguém gosta de chegar à conclusão que deixou passar um dia inteiro sem ter feito algumas coisas que considera muito importantes para o seu filho,

3) permitem-nos perceber a velocidade de aprendizagem e a capacidade de trabalho da criança.


Pode ainda ser útil registar algumas observações em cada dia, por exemplo: precisou sempre de ajuda/ fez uma vez sozinho; chorou e resistiu/ aceitou a tarefa.

Por favor, sejam razoáveis nos objetivos que traçam! Devemos identificar competências susceptíveis de serem adquiridas. As crianças têm um atraso de desenvolvimento, queremos combatê-lo mas com a noção de que a caminhada se faz de pequenos passos, para que possam ser firmes e duradouros!

Sugerimos que tirem ideias das atividades já realizadas na escola ou então podem começar por controlar alguns dos seus comportamentos e por incentivar tarefas que se prendem com a autonomia como por exemplo comer sopa ou vestir/despir calções, entre outras. À medida que forem sentindo que há domínio das tarefas iniciadas, podem ir-se elaborando objetivos progressivamente mais exigentes.

O nosso lema consiste em levar a criança a aprender sem erros! A aprendizagem de algo deve ser sempre uma experiência positiva, não queremos que surja desmotivação decorrente do fracasso. Assim, devemos dar tantas ajudas quantas sejam necessárias para que haja sucesso!

As ajudas podem ser:
• totalmente físicas (quando as nossas mãos precisam de estar sempre a controlar partes do corpo da criança – por exemplo: ter sempre as nossas mãos a segurar as mãos das crianças enquanto calçam um sapato);

• parcialmente físicas (no exemplo anterior, quando as nossas mãos apenas posicionam o pé da criança);

• gestuais (implicam apenas a existência de um gesto, como por exemplo se dizemos toca no lego azul e apontamos para a peça no meio de um conjunto);

• modelo (quando exemplificamos – por exemplo: damos uma escova à criança e dizemos “penteia-te”, ao mesmo tempo que nos penteamos para que veja como se faz);

• posicionais (adaptamos a posição dos objetos ou da criança para que realize a tarefa – por ex.º: colocamos a peça de puzzle, mais perto da criança ou então modificamos a sua orientação para que seja mais fácil encaixar);

• vocais (por exemplo quando perguntamos “Como te chamas?” e respondemos para que a criança imite “João”);

• visuais (mostramos algo – por exemplo se dizemos à criança “vai dormir” e ao mesmo tempo lhe mostramos uma imagem de uma cama ou de alguém a dormir).

É importante retirar gradualmente as ajudas à medida que as crianças vão conseguindo realizar as tarefas – não queremos que se tornem dependentes de nós!

Devem ser utilizadas as mais leves sempre que sejam suficientes – por exemplo, se a criança já sabe abrir a porta, não devemos ajudá-la fisicamente a fazê-lo. Se parar em frente à porta sem reação, pode ser suficiente apontar para a porta, sem dizer nada, para que perceba o que deve fazer.


"A ABA no Autismo - Notas para Pais" da autoria da Dr.ª Carla Martins.

TREINAMENTO DO TOALETE Para Autista

18 de janeiro de 2013 às 11:18
Por Mariluce Caetano em AUTISMO EM GOIÂNIA (Arquivos)

Ensinar o seu filho a usar o banheiro corretamente pode ser uma tarefa difícil, se eles têm ou não autismo. Mas se o seu filho tem autismo, o processo de desenvolvimento de uma rotina de toalete pode levar mais tempo, e envolver os seus próprios desafios. Este guia fornece alguns passos úteis que esperamos fazer seu treinamento de toalete um sucesso.
Há muitos fatores que você precisa levar em consideração no momento de decidir o momento certo para começar a treinar banheiro. Escolha um momento em que você tem poucos compromissos e estão se sentindo relativamente livre de estresse. Concentre-se em um comportamento, é muito difícil mudar comportamentos dois de uma vez para resolver um problema de cada vez. Idealmente, todos trabalhando com o seu filho vai começar o treinamento do toalete ao mesmo tempo e siga a sua abordagem concordou, por isso certifique-se de seu filho de escola / babá etc está ciente de quando você está começando a rotina, os passos a serem seguidos e os equipamentos necessários. Seu filho pode se comportar de maneira diferente do que o normal durante este tempo, especialmente quando a mudança de rotina primeiro acontece por isso é uma boa idéia para que todos saibam por que não poderia haver uma mudança de comportamento.
Lembre-se que toileting independente é o objetivo final e pode levar muitos meses, mas haverá muitos pequenos passos e sucessos ao longo do caminho.

Desenvolver uma rotina de ir ao banheiro
Crianças com transtorno do espectro autista (ASD), muitas vezes, como de rotina. Você pode construir em cima deste desejo de previsibilidade para desenvolver uma rotina de treinamento bem sucedido banheiro. Ensinar como toda uma rotina de comunicar a necessidade de usar o banheiro para secar as mãos, em vez de apenas sentado no vaso sanitário. Manter a sequência de comportamentos sempre o mesmo e usar pistas visuais para suportar a rotina. Muitas vezes, quando uma atividade é previsto, menos resistência ocorre. Há alguns exemplos de suportes visuais no Você 2 Saiba site em www.dotolearn.com / picturecards / PrintCards / index.htm
O primeiro sinal de que uma criança pode estar pronto para começar o treinamento do toalete é quando eles começam a tomar consciência da necessidade de ir ao banheiro. Isso pode ser exibido por mudanças nos padrões de comportamento, aparecendo distraído ou remexendo quando estão molhadas ou ter suja ou podem informar um pai / cuidador quando precisam mudar. Em termos de preparação física, sugere-se que um bom indicador seria se uma criança é capaz de permanecer limpa para uma a duas horas de cada vez. Bem como os fatores físicos associados com o treinamento do toalete, existem fatores sociais a considerar. É raro uma criança com autismo para ter a motivação social a querer ser como mamãe / papai / amigo e usar o banheiro. Seu filho não pode ver o ponto em mudar para usar o banheiro depois de usar fraldas para um número de anos. A mudança pode ser muito difícil para as crianças com autismo que, portanto, muitas vezes é mais fácil não usar um penico como parte do treinamento higiênico para evitar outra mudança de penico ao banheiro.
Ao mudar fralda do seu filho, fazer isso onde o banheiro é para que eles possam iniciar as atividades relativas toileting ao banheiro. Observe seu filho durante alguns dias ou uma semana para ver quando eles fazem um pouquinho ou um cocô. É muito comum para um padrão bastante regular a emergir, especialmente se as refeições e bebidas são fornecidos em aproximadamente ao mesmo tempo todos os dias. Identificar as vezes pode ajudar a estabelecer quando levar o seu filho à casa de banho com uma maior probabilidade de eles fazendo um pouquinho ou cocô levando ao reforço positivo. Mostre ao seu filho uma foto ou desenho da casa de banho e dizer 'nome do seu filho, WC', levá-los para o banheiro, siga a sua seqüência visual (ver abaixo) para tirar a roupa e sentar o seu filho no banheiro. Mesmo se eles não abrirem seus intestinos ou da bexiga, continuar a seguir a seqüência visual como se tivessem.

Continue a tomar o seu filho em horários determinados com base em suas observações de quando eles estão mais propensos a ir.Se molhar-se em outro momento, levá-los ao banheiro o mais rápido possível e tentar levá-los lá para que alguns dos wee vai para o banheiro. Ignore o umedecimento e reforçar positivamente que o pequenino tem ido para o banheiro e continuar o resto da rotina toileting. Você terá que decidir se quer ou não e como a elogiar o seu filho para o sucesso após a rotina de ir ao banheiro. Algumas crianças gostam e responder a elogios social ('bom menino', ou um comichão), outros respondem melhor a um objeto. Algumas crianças acham difícil louvor e manter uma rotina calma, estruturada, com uma atividade preferida depois de ir ao banheiro pode funcionar melhor. É importante lembrar que todas as crianças são diferentes e eles não respondem às mesmas técnicas de ensino - o que funciona para uma criança pode não funcionar para outra.
Tendo uma seqüência visual ao lado do vaso sanitário pode ajudar seu filho a entender o que se espera deles, por exemplo: calças para baixo, calças, sentar no vaso sanitário, wee / cocô no banheiro, limpar (você pode precisar mostrar quantos quadrados de papel para tomar), calças, calças para cima, autoclismo, lavar as mãos. Acima da pia ao nível dos olhos que você teria, então, outra rotina imagem para lavar as mãos (ver secção lavagem das mãos). Certifique-se de que as imagens são muito claras para que não haja mal-entendido. Por exemplo, se você está ensinando seu filho a ficar em pé e pequenino no banheiro, mostram um desenho de contorno dele de pé e weeing no banheiro, se você está ensinando sentado mostrar uma imagem dele sentado e weeing no banheiro.

Vestir e despir
Enquanto o treinamento do toalete, vestir seu filho com roupas que podem facilmente gerenciar a si mesmos: elástico faixas de cintura em calças e saias ou vestidos que não são muito longos.A roupa precisa ser confortável para tomar cuidado com os rótulos, etiquetas ou costuras que podem esfregar. Thomas the Tank Engine ou roupa interior Barbie pode ser um grande motivador para algumas crianças para começar a treinar banheiro.
Seu filho pode ter de ser ensinado o quanto eles precisam se despir para usar o banheiro. Use imagens claras e linguagem."Encadeamento para trás" pode ser uma forma eficaz de ensinar novas habilidades. Isso envolve a quebra de uma habilidade em etapas menores, ensinando a última etapa da primeira sequência. Então, se você ensinar seu filho a puxar as calças que você puxá-los até os quadris e, em seguida, ele iria trazê-los até a cintura. Da próxima vez que você puxar até então apenas sob seus quadris e ele puxava os sobre seus quadris e cintura.Este é um bom caminho de ensinar novas habilidades, uma vez que aumenta a sua criança a auto-estima como eles deram o passo final da tarefa se a completar a seqüência.  

A lavagem das mãos
Ensine a lavagem das mãos como parte da rotina de toileting todo. Siga os mesmos passos de cada vez: mangas, tocar, as mãos molhadas, sabão esguicho, esfregar as mãos, lavar as mãos, desligue torneira, apertar as mãos, as mãos secas. Na primeira você pode precisar ficar atrás de seu filho e levá-los fisicamente, retirar lentamente. Cuidado com o uso verbal solicita como seu filho pode se tornar dependente destes sem você perceber. Ter uma sequência de lavagem laminado mão ao nível dos olhos acima da pia para lembrar o seu filho das medidas que precisa tomar. A seqüência pode ser tanto em fotos, imagens ou da palavra escrita - o que é mais adequado e motivador para o seu filho. Você pode precisar de criar uma forma de remoção ou cobertura sobre cada símbolo como a etapa é concluída para mostrar que ele está acabado e passar para a próxima etapa.
Você pode querer ensinar seu filho a usar a torneira fria apenas.Atenção: se você ensiná-los a usar a torneira de água quente de forma independente em casa quando eles vão para outras configurações e lavar as mãos na água pode ser muito quente e pode queimá-los.

Meninos - sentar ou ficar?
Ao decidir se ensinar a um menino para se sentar ou ficar de urinar pergunte a si mesmo as seguintes perguntas:
  • Eles podem distinguir quando querem pequenino ou cocô?
  • Será que eles têm a coordenação, foco e controle necessários para apontar?
  • Se eles aprendem por imitação, existe alguém que pode ver?
Se a resposta a alguma das situações acima se 'sim', então eles provavelmente são capazes de ser ensinados a levantar para urinar. Para começar a ensiná-los a apontar, ele pode ser útil para colocar um pedaço de cereal (de preferência um que não comem, pois isso pode levar a confusão) até o banheiro para que eles tenham algo a apontar para e se concentrar.

Controle do intestino
Controle intestinal geralmente é aprendido após o controle da bexiga - apesar de todos os indivíduos são diferentes e aprender no seu próprio ritmo e padrão. Algumas crianças com autismo pode encontrar evacuações muito assustadoras e não entender o que está acontecendo, talvez pensando que seus interiores estão saindo. Ele pode ajudar a pegar um livro com imagens da biblioteca para explicar o processo de digestão.
Para outros a sensação de uma fralda cheia pode ser reconfortante, o peso da fralda pode espremê-los ou eles podem desfrutar da sensação sensorial. Você pode substituir esses sentimentos de outras formas, em vez de retirá-los completamente de higiene. Aqueles que gostam de um sentimento de uma fralda cheia pode gostar de ser embrulhado em um cobertor pesado, isso pode ser calendarizadas para sua rotina diária e que pode ser dado um meio de comunicação para solicitar essa atividade. Ao ensinar o controle do intestino, sente seu filho no banheiro, manter a fralda no, mas com um buraco cortado no fundo, lentamente cortar o tempo que cada fralda até que eles são capazes de ir sem a fralda em tudo. Para começar com eles ainda terão a sensação de um segurança em torno de sua cintura, que por sua vez irá permitir-lhes sentir relaxado o suficiente para cocô no vaso sanitário. Aqueles que gostam do sentimento sensorial pode ser fornecido com atividades lúdicas bagunçado como gloop (farinha de milho e misture água), playdough ou outras atividades lúdicas bagunçado.   

Treinamento de hábito
Algumas crianças são toalete treinado pelo hábito. Treinamento hábito é eficaz para crianças que podem: falta de consciência, não entender o significado ou significado relacionado a sensações físicas, ser limitada por diminuição ou ausência de sensações físicas ou ter tentado sem sucesso o treinamento do toalete antes. Treinamento de hábito envolve a treinar o corpo para ir em tempos do jogo. Leve o seu filho à casa de banho em horários ao longo do dia, todos os dias. Como antes, a manter um gráfico para descobrir o melhor momento para levar o seu filho. Ao sentar-se no vaso sanitário, é muito importante a criança se sente relaxado o suficiente para abrir a bexiga / intestinos.Tendo a torneira funcionando no fundo pode ajudar a permitir que seu filho pequenino e soprando bolhas ou soprar um balão pode ajudar seu filho a abrir o seu intestino. Às vezes ter um brinquedo para lidar - não uma que provoca excitação - pode ser útil tanto para manter seu filho no banheiro e relaxá-los. Manter certos brinquedos / livros por apenas quando eles estão sentados no vaso sanitário.
Se o seu filho não tem consciência ou sensação, eles podem ter que ser ensinado uma estratégia antes de sair do banheiro para evitar acidentalmente weeing no chão. Você pode começar a ensinar este processo lentamente contando até dez em voz alta, quando acabarem weeing antes de permitir que levantar-se ou dando-lhes um relógio de areia para olhar antes de se levantar.Para ajudar seu filho a gerir de forma independente a sua rotina toileting própria quando forem mais velhos, você pode comprar relógios que você pode definir para vibrar em determinados momentos ao longo do dia (ver secção de recursos). Você pode então ensinar seu filho quando o relógio vibra são para ir ao banheiro.

O ambiente
O banheiro precisa ser uma calma, ambiente relaxante e estruturado, a fim de incentivar a independência e sucesso com a rotina toileting completa. Estruturação do banheiro e remoção de todas as distrações pode ajudar seu filho a entender o que se espera deles, enquanto no banheiro. Remoção de objetos que não são associados com a higiene, como escovas de dentes, maquiagem e roupa vai ajudar ajudar na compreensão do seu filho e evitar distrações. Pense em fazer a casa de banho mais confortável possível, acrescentando suportes pé, trilhos laterais, iluminação reduzida, desligar o ventilador e um assento de vaso sanitário menores podem ajudar a reduzir a ansiedade (ver seção de recursos).
Certifique-se de tudo no banheiro está configurado para incentivar a independência. Está tudo em seu banheiro no nível certo para o seu filho? Será que eles podem alcançar o sabonete e toalha? É o sabão também altamente perfumado para o seu filho? Você precisa se adaptar a casa de banho por razões de segurança, tais como a temperatura da água quente? Algumas crianças são sensíveis ao som do ventilador de modo que pode ser necessário ajustar a configuração de luz de modo que não vem automaticamente com a luz.
Seu filho deve ser capaz de sentar-se confortavelmente no banheiro com os quadris e joelhos flexionados em um ângulo de 90 graus e têm pés apoiados em um objeto seguro.

Noite de tempo
Depois que seu filho é mais seco durante o dia, então você vai ser capaz de começar noturno treinamento. Tenha uma rotina de dormir definir qual não muda com fins de semana ou feriados.Limitar a quantidade de seu filho come e bebe antes de dormir, não tendo fluído de uma hora antes de dormir, mas garantindo o seu filho tem bastante líquido durante todo o dia. Leve o seu filho à casa de banho antes de ir para a cama. Em seguida, pode ter de ser tomada uma vez durante a noite. Pode-se colocar isso em sua rotina, levando-os antes de ir para a cama. Em seguida, levá-los logo que acordar. Se eles não são capazes de manter seco durante a noite, você pode precisar de tentar momentos diferentes durante a noite para levá-los - não pode ser quando você ir para a cama, mas no meio da noite. Há um certo número de produtos diferentes disponíveis para proteger os artigos de cama (ver secção de recursos).

Escolas e primeiros anos definições
A admissão à escola não deve ser recusado simplesmente porque a criança tem dificuldades com a continência e que o extrato do Código de Boas Práticas para as Escolas do Disability Discrimination Act 1995 , conforme alterada pela Deficiência Necessidades Educativas Especiais Act 2001 , deve ser referido neste contexto . O exemplo abaixo foi retirado do Disability Discrimination Act 1995 Parte 4 Código de Boas Práticas para as Escolas .

Exemplo 5.17A
Uma mãe procura admissão à uma creche para seu filho que tem a doença Hirschprung. A escola explica que não podia admitir até que ele é toalete treinado. Essa é a sua política para todas as crianças.
É este o tratamento menos favorável por um motivo relacionado com a deficiência do aluno?
A criança tem dificuldade em estabelecer o controle do intestino como consequência de ter a doença Hirschprung, de modo que o motivo dado está relacionado à deficiência da criança.
É um tratamento menos favorável do que alguém fica se o motivo não se aplica a ele ou ela?
O tratamento que ele recebe tem de ser comparado com uma criança à qual essa razão não se aplica, ou seja, a comparação é com uma criança que está continente. Uma criança que é o continente não se pede para adiar a admissão à escola. É um tratamento menos favorável do que é dado a uma criança que é continente.

É que se justifica?
Neste caso, a decisão não foi baseada em qualquer avaliação das circunstâncias do caso específico, mas de uma política de manta e por isso não é improvável que seja um material e razão substancial. É provável que esta é uma discriminação ilegal.
Você pode baixar uma cópia do Disability Discrimination Act 1995Parte 4 Código de Boas Práticas para as Escolas do site da Comissão dos Direitos dos Deficientes em www.drc-gb.org/the_law/legislation __codes__regulation / codes_of_practice.aspx
Diretrizes de boas práticas foram escritos para as autoridades locais, as escolas, as configurações iniciais anos e profissionais de saúde para que possam desenvolver políticas e procedimentos para a sua configuração. Uma cópia de Gestão do intestino e da bexiga problemas em escolas e em ambientes primeiros anos pode ser baixado a partir do PromoCon (promovendo a continência e conhecimento do produto) website em www.promocon.co.uk / continenceschools.shtml
Pessoal de apoio da escola não são obrigados a alterar as crianças na escola ou fornecer cuidados íntimos, mas se o seu filho é incapaz de acesso à educação, sem este recurso, então a escola deve encontrar alguém que esteja disposto a desempenhar essas funções e assegurar que está escrito no contrato funcionários . Se o seu filho está passando por avaliação oficial para uma declaração de necessidades educativas especiais e com dificuldades em ir ao banheiro, pedido que sua necessidade de apoio nesta área estão incluídos na declaração. Se ele já tem uma declaração que não especifica suas necessidades banheiro, você pode levantar isso na próxima revisão anual. Se você está tendo dificuldades com a escola, ela também pode valer a pena escrever para a cadeira de corpo diretivo da escola. O órgão tem o dever de garantir que todos os esforços sejam feitos para garantir que a escola prever necessidades educativas especiais sob s317of a Lei de Educação de 1996 .
Mais dicas
  • Dando uma bebida 10 a 15 minutos antes toileting pode ajudar a aumentar as chances de seu filho com sucesso fazendo um pouquinho no banheiro, mas não dar muito como isso cria uma rotina natural.
  • Você terá de decidir se você vai ensinar seu filho a fechar a porta, como parte da rotina de toileting todo ou apenas em determinadas situações.
  • Evitar o uso de termos infantis para higiene pessoal, como o seu filho pode ter dificuldade para alterar o idioma mais tarde na vida. Não é apropriado para um. 20 anos de idade, para dizer que ele está indo para um pipi
  • Quando seu primeiro filho aprende a cocô no vaso sanitário pode ser mais fácil para eles para limpar-se com lenços umedecidos, em vez de papel higiênico.
  • Se o seu filho tem medo de descarga do vaso sanitário, você pode querer remover este da seqüência visual e deixá-lo até o fim da rotina - depois que seu filho tenha secado as mãos.Eles, então, pode ter de ficar no caminho da porta quando você puxar o autoclismo e, gradualmente, estar mais perto de cada vez até que eles são capazes de lavar para si.Reprodução de música calmante para abafar o barulho da descarga ou explicar com imagens o que faz o barulho quando o banheiro é lavado também pode ajudar.
  • Quando a criança está em um carro de garantir que eles tenham um protetor para sentar para parar o banco do carro de ser suja por acidentes. Evite bebidas antes de viagens longas de carro.
  • Esteja ciente de que algumas crianças vão manter o seu pequenino / poo até que eles têm o seu posto de fralda, por exemplo, se eles sabem que têm sempre uma fralda antes de ir no carro eles podem esperar até que ele é colocado de volta para lançar seu intestino / bexiga .
  • Existe uma gama de calças absorventes e de banho para crianças mais velhas disponíveis.
  • Enquanto o treinamento do toalete você estará gastando mais tempo do que o habitual com foco em seu filho. Se você tem outros filhos, pode ser necessário pôr de lado algum tempo extra só para eles.
  • Depois que seu filho é toalete treinado em casa, você vai querer ensiná-los a usar os banheiros quando na comunidade.Ao visitar novos lugares, mostrar o seu filho, onde os banheiros são e usar a mesma rotina que você faz em casa.Use a mesma imagem e brinquedo ou livro que pode ter para ir ao banheiro em casa.
  • Algumas crianças esfregaço seu cocô. Este é um comportamento muito difícil chegar a um acordo com ele. Há uma série de razões que seu filho pode fazer isso. Em primeiro lugar, levá-los para o seu médico para ter certeza de que não há fatores físicos como por que isso está acontecendo (estar em dor). Eles podem não ter entendido o processo de limpar e pode ser necessário para ensiná-los "de mão em mão". O papel higiênico pode ser muito dura para a sua pele sensível, portanto, o uso de lenços umedecidos pode ser mais fácil para eles. Algumas crianças apreciam a sensação de manchas, fornecer outras atividades aceitáveis que dão a mesma sensação, como pintura a dedo, Gloop (farinha de milho e água) ou playdough. Algumas crianças podem ver limpar depois de terem manchado como uma recompensa particularmente se eles gostam de água ou receber muita atenção a sua forma de cuidador. Mesmo que eles estão repreendendo-lhes que ainda pode ser visto um reforço. Use o mínimo de interação e alternativa limpar métodos como lenços umedecidos ou uma ducha morna.
  • Se o seu filho está aprendendo a usar o banheiro em outro ambiente, bem como em casa, na escola, por exemplo, enviar em qualquer equipamento que você usa em casa, por exemplo, um vaso sanitário que eles podem usar para fazer o assento menor. Lembre-se também de enviar roupas de reposição, sacos de plástico para colocar quaisquer roupas molhadas no e lenços umedecidos. É importante que você tenha linhas claras de comunicação durante este tempo, para ter um livro para casa / escola para compartilhar preocupações e sucessos é vital.
http://www.autism.org.uk/living-with-autism/understanding-behaviour/toilet-training.aspx

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Pais de autistas vivem drama para manter filhos no ensino regular

 

  • Em 2012, 34.144 matrículas de alunos com transtorno foram feitas
Karine Rodrigues (Email · Facebook · Twitter)
Publicado:
Atualizado:

Silvia investe nos recursos visuais para facilitar a comunicação com o filho Tom, que já trocou passou por três escolas em apenas dez meses, por causa da falta de preparo das instituições de ensino
Foto: Eliária Andrade
Silvia investe nos recursos visuais para facilitar a comunicação com o filho Tom, que já trocou passou por três escolas em apenas dez meses, por causa da falta de preparo das instituições de ensino Eliária Andrade
RIO - A costureira Célia da Silva vive na Pavuna, subúrbio do Rio. A jornalista Silvia Ruiz mora em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. As duas não se conhecem, estão a exatos 421 quilômetros de distância e pertencem a extratos socioeconômicos diversos, mas são mães de meninos autistas e, por isso, estão unidas por uma luta comum: garantir educação aos filhos, um direito fundamental e obrigatório, segundo a Constituição, mas, em geral, desrespeitado, por isso muito lembrado no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado amanhã.


Nos últimos dez meses, Silvia descobriu que um ato básico na vida de qualquer criança, como ir à escola, pode virar um tormento. Tudo por causa da condição do pequeno Tom, de 3 anos, que apresentava um desenvolvimento normal para a idade, mas, de repente, parou de se comunicar. O filho foi diagnosticado com transtorno do espectro autista — caracterizado por deficiência na interação social, padrão de comportamento repetitivo e dificuldade na aquisição da linguagem , que ocorrem em graus variados — e ela foi orientada a matriculá-lo, o mais rápido possível, no ensino regular, para ajudá-lo a se desenvolver. Assim o fez, em junho do ano passado. No entanto, por diversos problemas, Tom já está na terceira escola.
— Quando o médico fez o diagnóstico, disse que o Tom precisava ir logo para a escola, que faz parte do tratamento, pois o modelo vem das crianças típicas. Mas encontrei dificuldades.
O início do périplo foi em uma escola particular perto de casa. Silvia fez a matrícula, mas a coordenadora tentou convencê-la a tratar o filho com psicanálise. Segundo a jornalista, foram tantos os telefonemas que ela tirou o filho da instituição. Silvia partiu para outra escola, também particular. Pelo menos uma vez por semana, a terapeuta do filho ia ao local orientar os professores. Mas percebeu que as dicas não eram seguidas.
— É importante trabalhar com recursos visuais. Fizemos fotos das atividades da escola, para ajudá-lo, mas os professores não as usavam. Um dia, a terapeuta chegou à escola na hora do lanche, e o Tom estava na ponta da mesa, isolado. A professora justificou que ele poderia pegar a comida dos amigos. Mas, ao ser colocado com o grupo, ele partilhou o lanche, sem problema. Aí vi que a escola não estava aproveitando o suporte que eu estava dando. Há duas semanas, ele começou na terceira escola.
Célia disse que também gostaria de pagar um profissional de apoio para o filho, como Silvia, mas admite não ter condições financeiras. Talvez, com isso, imagina ela, Matheus teria conseguido se alfabetizar. O garoto tem 13 anos, estuda em uma escola pública municipal, de ensino regular, desde os 6, mas ainda não sabe ler nem escrever. No contraturno, duas vezes por semana, ele faz atividade complementar na Associação Mão Amiga, na Pavuna.
— Meu filho estudava no horário normal, mas logo reduziram a carga, e faz tempo que fica só 50 minutos por dia. Ele gosta da escola, a interação é boa, mas sei que a sala ideal tem que ter professor especializado e jogos pedagógicos. No grupo de mães que eu frequento, há muitas crianças ditas incluídas, mas que não sabem ler e nem escrever. E outras estão fora da rede. Se fosse feita uma pesquisa, iam descobrir tudo isso.
Segundo a lei Berenice Piana, 12.764, aprovada ano passado no Brasil, e assim intitulada em homenagem à mãe de um autista que tanto lutou pelo projeto, a escola é obrigada a dar infraestrutura para garantir a permanência do aluno com autismo na escola regular, inclusive recursos humanos. Doutora em Psicologia e professora de Educação Especial da UFF, Dayse Serra destaca a importância da aprendizagem:
— Na minha pesquisa de pós-doc, os pediatras dizem que, quanto mais cedo se descobre o autismo, mais chance há de se resgatar o desenvolvimento típico da criança. Por isso, não se pode reduzir a inclusão à convivência social. Inclusão é aprendizado e desenvolvimento.
Pesquisas internacionais demonstram que o autismo afeta em torno de 1% da população. Com isso, há uma estimativa de que teríamos em torno de 1,9 milhão de pessoas com autismo no Brasil. Mas ainda não existe estudo nacional que comprove esse número. Se for real, estamos longe da inclusão, pois, segundo o último Censo Escolar, do Ministério da Educação, em 2012 foram realizadas 34.144 matrículas de crianças com transtornos do espectro autista no país, sendo 25.624 em classe comum.
Diante dos problemas, há pais que desistem da escola ou optam por escolas para alunos especiais. Marie Schenk, porém, é insistente. E, para ela, a luta é dobrada, pois é mãe de Pedro, de 9 anos, e Luís, de 7, ambos com transtornos do espectro autista. Ela descobriu a síndrome quando morava nos Estados Unidos e, ao voltar ao Brasil, batalhou para garantir o direito dos filhos.
— Lá, existe um departamento de educação especial que faz a adaptação, com profissionais especializados, de diversas áreas. Aqui é como se estivessem só alugando o espaço físico. A classe precisa se adaptar e incluir essa criança. É aí onde todos ganham, inclusive as crianças típicas, que aprendem a ser mais tolerantes.
Com dificuldade para matricular Pedro, em Jundiaí (SP), ela procurou o Ministério Público.
— Fui na cara e na coragem. Nos primeiros seis meses, quatro professores e seis assistentes desistiram. No caso do Luís, fizeram-me assinar um papel no qual eu dizia que, se ele não aprendesse, não era responsabilidade da escola. Existe muita criança fora da escola. Falta fiscalização. E não é só a vaga. Tem que dar oportunidade de aprendizado. A escola regular é a vida como ela é, as diferenças fazem parte do mundo.
Sem opção, mães criam associações
Há mães que trilham outros caminhos ao se depararem com as portas fechadas. No Rio, Iranice Nascimento Pinto criou a Associação Mão Amiga, na Pavuna. Mãe de Paulo Igor, que hoje está com 19 anos e se alfabetizou sozinho, ela avalia que a situação não mudou muito desde o diagnóstico do filho, há 13 anos.
— Meu filho foi expulso várias vezes. Ficava 40 minutos, duas vezes por semana, na escola. Aí fundei a associação. As mães relatam os mesmos problemas de quando Paulo era criança.
Em Fortaleza, a pediatra Fátima Dourado seguiu o caminho de Iranice. Mãe de quatro filhos, dois deles autistas, fundou a Casa da Esperança, em 1993, que oferece serviços de saúde, educação e defesa de direitos e atende, diariamente, cerca de 400 pessoas, segundo ela.
— Quando a escola disse que não poderia mais ficar com o meu filho, foi o momento mais difícil da minha vida. Veio, então, a ideia da Casa da Esperança. As minhas primeiras parceiras foram oito mulheres, mães de autistas.
Autora do livro “Autismo e cérebro social, compreensão e ação (2012)”, Fátima diz que as crianças que recebem atenção precoce e adequada têm um desenvolvimento muito melhor.
— O dilema escola regular versus atendimento especializado não deve existir. A maioria das crianças autistas precisa de atenção especializada, inclusive para ter chances não só de ser incluída, mas de permanecer na escolar regular.
Diretora do Centro de Referência em Educação Especial da Prefeitura do Rio, Kátia Nunes nega resistência à matrícula de autistas. E orienta os pais a denunciar os casos:
— A gente não aceita discriminação na rede.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/pais-de-autistas-vivem-drama-para-manter-filhos-no-ensino-regular-7992770#ixzz2bCkZJtry
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

O AUTISMO E A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: UM OLHAR PSICOMOTOR


- Document Transcript


  • 1. O AUTISMO E A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: UM OLHAR PSICOMOTOR Autora: Marques, R. Q. Introdução: O Autismo Infantil é um Transtorno do Desenvolvimento caracterizado por déficits em diversas áreas, tais como: comunicação, interação social, funcionamento cognitivo, processamento sensorial e comportamento. No entanto, cada criança é única, evoluindo de formas distintas de acordo com sua gravidade e com sua estimulação. Diante da suspeita de um diagnóstico de autismo, acredita-se que quanto mais cedo se inicie a estimulação adequada, mesmo antes do fechamento deste diagnóstico, maiores serão as chances dessas crianças terem uma boa evolução. A Psicomotricidade tem como objetivo principal estudar e trabalhar o Homem de uma maneira integrada, considerando que seus aspectos motores, cognitivos, sociais e afetivo- emocionais atuam em conjunto, interferindo de modo positivo ou negativo em suas relações consigo e com o meio que o cerca. O olhar psicomotor voltado para a criança autista poderá mudar o lugar que lhe foi dado, de um alguém sem futuro e sem esperança, ampliando, assim, as formas de tratamento. A psicomotricidade irá mostrar que é possível interagir com eles através de mediadores verbais e não verbais, buscando torná-los mais autônomos nas tarefas cotidianas, diminuindo a dependência de outrem e, conseqüentemente, melhorando imensamente sua qualidade de vida. É importante observar que todo o trabalho feito com as crianças autistas deve ser permeado de um cuidado mais do que especial. É necessária uma postura de observação minuciosa por parte do terapeuta e o conhecimento da patologia, para maior compreensão do bom andamento da estimulação. Além disto, são fatores fundamentais, o amor, a disponibilidade e, acima de tudo, a confiança nessas crianças e a credibilidade na possibilidade de desenvolvimento destas. Objetivos: A psicomotricidade irá trabalhar no autismo, principalmente, no investimento do corpo para propiciar a tomada de consciência dele. Com isto, será possível um maior controle dos atos motores e na coordenação gestual do cotidiano, o que facilitará uma melhor relação com o meio em que vive e com as pessoas que o cercam. O objetivo do trabalho é possibilitar à criança viver e sentir seu corpo, tirando-a dos estereótipos e incentivando-a a descobrir seu próprio movimento. O objetivo não é moldá- -la, mas oferecer à criança instrumentos que estimulem o seu desenvolvimento através do prazer de viver seu corpo nas mais variáveis relações. Através de experiências sensório-motoras é possível aumentar sua relação com o mundo, já que o contato com os outros através do toque ou do olhar é inicialmente difícil. Entretanto, mesmo diante das dificuldades, é fundamental o contato ocular, a fim de permitir que o terapeuta perceba todos os sinais, por mais imperceptíveis que sejam, que a criança irá enviar. A psicomotricidade também irá trabalhar com o autista através do contato corporal, explorando as diferentes variações do toque, do mais sutil ao mais forte, com o intuito de dar contorno ao corpo e, através de suas variações, possibilitar, aos poucos, uma maior aceitação, por parte da criança autista, das sensações proporcionadas. Fundamentação Teórica: A criança autista tem dificuldades de se apropriar de seu corpo, de entender e administrar sentimentos e emoções, que irão refletir, principalmente, no seu relacional e, conseqüentemente, no seu aprendizado.
  • 2. Para a Psicomotricidade, o corpo é o meio pelo qual o indivíduo se exprime. Levin (2001) diz que o sujeito fala através de seu corpo, das variações tônico-motoras, do movimento, dos gestos e do esquema corporal. O esquema corporal é a percepção geral e diferenciada que se tem do corpo. Soubiran (1975, apud Mousinho 2002) considera o esquema corporal como a resultante de uma consciência do corpo acrescida de sentido espacial e suas atitudes, o que permite uma identificação das possibilidades desse corpo quanto aos seus movimentos e ações. Levin (ob. cit.) aponta que o esquema corporal é a própria idéia que se faz do corpo e que, assim, apresenta caráter mutável, evolutivo, sujeito ao passar do tempo. Afirma, ainda, que o esquema corporal se constrói na evolução do desenvolvimento psicomotor da criança. De acordo com Fainberg (1982), desde o início, no período da simbiose com o outro, a criança faz a diferença da pessoa que cuida dela e do estranho. Em seguida, através da imitação, a criança se descobrirá como ela mesma. O outro terá papel fundamental na evolução do conhecimento do corpo, servindo inclusive de espelho. A criança terá no corpo do outro a imagem do pré-conhecimento de si mesma. O autista não tem a noção de totalidade do seu corpo, ele lhe parece fragmentado, o que torna difícil a integração do esquema corporal e, conseqüentemente, a estruturação da imagem do corpo. Outra característica é que as percepções sensoriais do autista são alteradas, causando grande desconforto e prejuízo nos relacionamentos sociais. Em Mousinho lê-se um relato no qual Leboyer (1985) descreve a constatação de Ornitz e Ritvo de que a reação às percepções sensoriais da criança autista pode ser excessiva (hiper- reação) ou atenuada (hipo-reação) e produzível através de qualquer órgão dos sentidos (p. 115). Mousinho diz ainda que, Lovaas e Schreibman (apud Leboyer, 1985) criaram o conceito de estímulo hiperseletivo para especificar uma incapacidade dos autistas de integrarem ou filtrarem diferentes estímulos sensoriais que estivessem presentes ao mesmo tempo. Desta forma, para que eles sejam capazes de responder a um estímulo sensorial, é preciso que este esteja isolado de outros. Para que o objetivo da psicomotricidade perante o autismo seja atingido, ou seja, para que se possa propiciar ao autista uma maneira confortável de viver no mundo e de ser eficiente, é preciso “dar” contorno ao seu corpo, fazendo com que ele possa ter a compreensão do que a ele pertence e do espaço, dos objetos e das pessoas que o cercam. É importante ressaltar que antes de iniciar qualquer tipo de trabalho, independente da queixa da criança, deve-se estabelecer um vínculo e um tipo de comunicação que irão permitir o desenvolvimento deste. Villard (1984, apud Mousinho, 2002) acredita que as experiências sensoriais e motoras, juntamente com a relaxação, propostas pela psicomotricidade, reforçam os limites do corpo, mal definidos na criança autista. Acrescenta que é necessário, primeiramente, oferecer o suporte das fronteiras do corpo, para depois fazê-la compreender o interior e o exterior. O contato, é importante para delimitar o corpo do autista, já que a pele, segundo Mousinho (2002), é a área sensorial mais extensa do corpo, sendo assim, o mais rico dos receptores; é a zona de fronteira entre o interior e o exterior do corpo. No entanto, ele não precisa ser físico; pode, num primeiro momento, ser feito com lençóis, cobertores, rolos de espuma, etc. Nesta situação, qualquer tipo de material é válido na busca de uma textura que seja suportável para a criança autista. Com o passar do tempo, dever-se-á incluir o contato físico, a fim de ajudar na estruturação de sua unidade corporal e de tornar sua relação com os outros mais próxima e agradável possível. Os sinais emitidos pelas crianças deverão ser captados pelo olhar do psicomotricista, que, além de observador, deverá estar em constante busca do encontro do olhar da criança, para que a partir deste momento, sejam facilitadas novas vias de contato. Através do olhar, o psicomotricista saberá o que agrada e o que incomoda, ou então o que parece ser indiferente, além de ser um excelente meio de estabelecer vínculo. Aucouturier (1984) diz que a voz é a única sensação de origem exteroceptiva que chega à criança in útero. A criança, quando nasce, é capaz de reconhecer a voz de sua mãe, antes mesmo de reconhecer seu rosto, através do ritmo e da melodia.
  • 3. Partindo deste princípio, pode-se pensar no mediador importantíssimo que é a voz. Quando se lida com as crianças autistas, muitas vezes, tem-se a sensação (no caso daquelas que não se comunicam verbalmente) de se estar falando em vão. Refletindo um pouco sobre esta situação, deve-se questionar se realmente fala-se em vão. Talvez, as palavras não estejam sendo compreendidas semanticamente, mas isto não quer dizer que nenhuma mensagem esteja sendo passada. Os tipos de entonação da voz, do ritmo e do volume utilizados serão fatores fundamentais na percepção da mensagem. É fundamental que o terapeuta tenha consciência do seu estado tônico-emocional para que, na hora da atuação junto à criança, não transpasse seus próprios problemas. Caso contrário, a voz em vez de grande aliada, passará a ser um instrumento de distanciamento não adequado. É importante iniciar uma aproximação pela voz, mesmo que seja apenas pedindo permissão para tal. Deve-se sempre ter em mente que, ainda que a criança não responda verbalmente, ela dá indícios de suas vontades. É necessário falar à criança todas as intenções e esperar sua reação positiva ou negativa, pois sempre haverá alguma. Considerações finais: O trabalho com crianças autistas é fascinante. Por um lado, é extremamente difícil e demorado, já que se precisa descobrir a melhor via de acesso para que se possa comunicar. É um processo de intensa observação e cuidado para não se perder os pequenos sinais emitidos, tampouco invadir um território sem permissão. Cabe lembrar, que por mais debilitadas que estas crianças possam estar, são indivíduos com vontades e desejos expressos que devem ser respeitados. Muitas vezes, na tentativa de ajudar acaba-se por ultrapassar um limite, não considerando a postura do outro. Por outro lado, é muito gratificante, quando se percebe singelas mudanças em seu comportamento, que irão, aos poucos, possibilitar uma melhora na qualidade de vida. O trabalho com autistas é permeado de muitas conquistas e novas descobertas a cada instante. As respostas obtidas dão esperança e incentivo, que são fatores fundamentais em qualquer abordagem terapêutica. Optou-se pela estimulação sensorial, por não se acreditar num trabalho de condicionamento que não os prepara para a vida social e sim os restringe ao âmbito familiar. Convém ressaltar que todo o processo terapêutico deve incluir os familiares para que se possa ter um trabalho integral e de qualidade. Orientar a família em relação à patologia e ao tratamento proposto torna-se fundamental e é imprescindível conscientizar os familiares quanto a sua atuação, como parte integrante e importante do tratamento. Para que o trabalho seja completo e apresente bons resultados é necessária a colaboração de todas as pessoas envolvidas com a criança, atuando num mesmo propósito, o de ajudar as crianças a conviverem melhor consigo mesmas, com os outros e com o meio que as cercam, para que todos sejam mais felizes. Bibliografia: AUCOUTURIER, B. e LAPIERRE, A. Fantasmas Corporais e a prática psicomotora. Tradução: Regina Soares e Silva e Sônia Artin Machado. São Paulo: Manole, 1984. 139 p. FAINBERG, J. Esquema Corporal. Revista do corpo e da linguagem, Rio de Janeiro, n.1, p. 5-11, Jul. 1982. LEVIN, E. A clínica psicomotora: o corpo na linguagem. 4a ed. Tradução: Julieta Jerusalinsky. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2001. 341 p. ISBN 85-326-1544-9. MOUSINHO, R. O corpo no(s) Autismo(s) in FERREIRA, C. A. M. e THOMPSON, R. (Org) Imagem e Esquema Corporal: Uma visão transdisciplinar. São Paulo: Lovise, 2002. p. 111-120.