quarta-feira, 9 de abril de 2025

                                                                            ECOLALIA

ECO = REPETIR                          LALIA = FALA

O que é ECOLALIA?

É um distúrbio da fala bastante comum em crianças  neurotípicas que estão em processo de aprendizagem da fala e da escrita, no dia a dia todos em algum dado  momento usamos da ecolalia por exemplo: cantando dissertando um poema, porém isso passa despercebido. Contudo, esse distúrbio pode estar associado também a alguns transtornos neuropsiquiátricos como: autismo, perturbação de Gilles de la Tourette, esquizofrenia, catatonia, afasia, deficiência intelectual, síndrome de Down entre outros. Nele, o indivíduo repete de forma sistemática o que foi falado por ele mesmo ou por um interlocutor, sendo assim é um problema que atinge a fala e a linguagem.

Quais os tipos de ECOLALIA que existem?

Podemos dizer que existem quatro tipo: 

1. Ecolalia IMEDIATA: que como o nome diz acontece imediatamente após escutar algo. Por exemplo: "Oi, como vai?" e ao invés de dar a resposta, ela repete o que foi dito "Oi, tudo bem?"

2. Ecolalia TARDIA: quando ele repete, posteriormente, frases que já ouviu em conversas, filmes, propagandas, rádio, etc, Muitas vezes parecem frases desconectas do assunto tratado  no momento. Por exemplo: "não tem mais acabou" e repete isso várias vezes sem ter conexão com o assunto.

3. Ecollia FUNCIONAL MITIGADA: seria uma repetição tardia, porém com funcionalidade, isto é, tem sentido de comunicação. Por exemplo se ele ouve em um filme que uma criança se machucou e diz "muchuquei, vamos ao médico?" e de repente algo cai e quebra ele pode dizer "machucou, vamos ao médico?"

4. Ecolalia PARILALIA: é quando a criança repete palavras, frases ou sentenças que ela acabou de falar muitas vezes durante o dia. Por exemplo: a criança esta fazendo várias coisas tipo brincando, estudando e falando "hoje não tem sol"... "hoje não tem sol".

Quais as possíveis causas da ECOLALIA?

A neurociência ainda não sabe exatamente o que causa essa condição. Contudo sabe-se que é uma fase normal na aquisição da fala e, que cessa ou melhora por volta dos três anos de idade. Sabe-se também que algumas condições médicas podem estar ligadas a ecolalia, como o TEA - transtorno do espectro autista (onde aproximadamente 75% apresentam essa condição), o TDHA (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), afasia, ferimento na cabeça, demência, atraso do desenvolvimento, encefalite, síndrome de Tourette, esquizofrenia, estresse, ansiedade, AVC (acidente vascular cerebral), entre outros. 

Essa disfunção, segundo pesquisadores, no lobo frontal, o qual é responsável pela memória, movimentos e pensamentos, pode se dar por uma desregulação de dopamina, muito ou pouco; por neurônios "quebrados", células nervosas que não funcionam direito e ainda por uma desconexão entre o que aprende e como responde - a fala.


Fonte de pesquisa: Observação direta de alunos; cursos de semana pedagógica; vídeo e internet.

                                                RETOMADA DOS POSTS...

Bom dia queridos amigos e leitores, estou retomando as postagens em meu blog. Aqui colocarei assuntos relacionados a educação, a educação especial, a pedagogia, a psicopedagogia e assuntos relacionados a educação em geral. 

BORA PARA NOVOS ASSUNTOS.  

sexta-feira, 27 de março de 2020


Testes para Avaliação Cognitiva

Os testes para avaliação cognitiva estão preparados para serem aplicados em todas as idades. Estes testes são utilizados para avaliar os processos cognitivos, sendo também utilizados como forma de rastreio e ajuda a crianças e adultos com dificuldades de aprendizagem ou outras problemáticas.
Listamos os Testes de Avaliação Cognitiva mais comuns:

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Os principais autores que tratam de aprendizagem e desenvolvimento:


Os principais autores que tratam de aprendizagem e desenvolvimento:
  1. William James:
            1842 – 1910: foi um filósofo e psicólogo americano e o primeiro intelectual a oferecer um curso de psicologia nos Estados Unidos. James foi um dos principais pensadores do final do século XIX e é considerado por muitos como um dos filósofos mais influentes da história dos Estados Unidos enquanto outros o rotularam de "pai da psicologia americana.
            Enfatizava a importância de se observar o ensino em sala, visto que em laboratório não era o que realmente acontecia em termos de aprendizagem.
  1. John Dewey:
            1859 – 1952: foi reconhecido como um dos fundadores da escola filosófica de Pragmatismo.
            A educação deveria ser focada na criança adaptando-a ao ambiente e preparando-a para o mundo.
  1. Edward Lee Thorndike:
            1874 – 1949: O principal representante do Associacionismo, e sua importância está em ter sido o formulador de uma primeira teoria de aprendizagem na Psicologia. Sua produção de conhecimentos pautava-se por uma visão de utilidade deste conhecimento, muito mais do que por questões filosóficas que perpassam a Psicologia.
            A educação passava pela mediação.
  1. Jean Piaget:
            1896 - 1980: foi pesquisador e filósofo suíço, formado em Ciências Naturais.
            TEORIA DA PSICOGÊNESE DE PIAGET
O desenvolvimento cognitivo e afetivo se dá em estágios sequenciais. Os estágios são:
  1. Sensório - motor de 0 a 2 anos;
  2. Pré - operatório de 2 a 7 anos;
  3. Operatório - concreto de 7 a 11 anos;
  4. Operatório - formal de 11 a 15 anos ou mais.
            A aprendizagem está condicionada ao desenvolvimento cognitivo e afetivo e seus estágios. Enquanto sujeito de seu conhecimento, o homem tem acesso direto aos objetos e eventos. Ao professor cabe pensar e desenvolver situações de aprendizagem que sejam ao mesmo tempo compatíveis com o estágio de desenvolvimento cognitivo no qual o aluno se encontra e representem, também, um desafio aos mesmos.
  1. Lev Semenovich Vygotsky:
1896- 1934: formado em Direito e estudou Literatura e História. 
            O desenvolvimento da estrutura cognitiva é um processo que se dá na apropriação da experiência histórica e cultural.
            O desenvolvimento e aprendizagem são processos concomitantes, interdependentes e recíprocos. Enquanto sujeito de seu conhecimento, o homem não tem acesso direto aos objetos e eventos. Este acesso é mediado pela linguagem. O professor é mediador do processo de ensino aprendizagem. Ação docente deve acontecer dentro da Zona Proximal. Para isso, ele deve conhecer os saberes prévios daqueles a quem ensina, planejar o processo de aprendizagem com o objetivo de atingir o potencial do aluno, em um processo de construção do conhecimento. O professor  nunca deve abrir mão da reflexão sobre sua prática pedagógica e deve encorajar o aluno assumir a responsabilidade por sua própria aprendizagem.

  1. Henry Wallon:
            1879 - 1962: pesquisador e professor francês, formado em Medicina e estudou Psicologia e Filosofia.
            O desenvolvimento afetivo e cognitivo se dá em estágios de maneira descontínua, a partir do potencial genético, inerente a espécie e a fatores ambientais e socioculturais. Os estágios são: 
  • impulsivo - emocional;
  • sensório - motor e projetivo;
  • personalismo;
  • categorial;
  • puberdade e adolescência;
            Desenvolvimento e aprendizagem são diretamente influenciados por aspectos culturais e orgânicos de cada indivíduo. Enquanto sujeito de seu conhecimento, o homem não tem acesso direto aos objetos e eventos. Este acesso é mediado pela afetividade. O professor e a escola cabe conhecer o contexto no qual a criança está inserida, ou seja, sua história. Isso trará possibilidade de compreensão da interrelação entre desenvolvimento dos domínios afetivo, cognitivo e motor.
  1. Erickson:
            1902–1994: o desenvolvimento humano ocorre em oito estágios psicossociais que têm por base as relações sociais. Em cada estágio, o ego (sentido freudiano) passa por uma crise (que dá nome ao estágio). Essa crise pode ter um desfecho positivo ou negativo. Da solução positiva da crise, surge um ego mais rico e forte; da solução negativa, um ego mais fragilizado.
            1. Confiança versus desconfiança: essa seria a fase da primeira infância, em que se inicia a relação social do bebê.
            2. Autonomia versus vergonha e dúvida: nessa fase, a criança já tem algum controle de seus movimentos musculares, então direciona sua energia às experiências ligadas à atividade exploratória.
            3. Iniciativa versus culpa: nesse estágio, existe um conflito entre o desejo de agir independentemente e a culpa que surge pelas consequências.      4. Diligência versus inferioridade: crescem as competências sociais e acadêmicas da criança. As dificuldades nesse estágio geram sentimentos de fracasso e inadequação.
            5. Identidade versus confusão de identidade: o adolescente precisa de segurança frente a todas as transformações — físicas e psicológicas — do período.
            6. Intimidade versus isolamento: ao estabelecer uma identidade definitiva e bem fortalecida, o indivíduo estará pronto para se unir a outra pessoa.
            7. Generatividade versus estagnação: nessa fase, o indivíduo tem a preocupação com tudo o que pode ser gerado, desde filhos até ideias e produtos.
            8. Integridade versus desespero: agora é tempo de refletir, rever a vida. Essa retrospectiva pode ser vivenciada de diferentes formas.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Habilidades para compreensão de texto lido


Habilidades para compreensão de texto lido

¹Regina do Rocio Motta

Para termos sucesso em compreender um texto temos que desenvolver muitas habilidades. E, para isso temos que saber o que são habilidades e o que é compreender.
            Segundo o Dicionário Aurélio, habilidade é: “1 - Qualidade daquele que é hábil. 2 - Capacidade, inteligência. 3 - Destreza. 4 - Astúcia, manha. 5 - Aptidão, engenho. 6 - Exercícios ginásticos de agilidade e destreza. 7 - Sortes de prestidigitação, peloticas.” 
Compreensão é o ato de compreender, entender e assimilar algo. É considerado um processo cognitivo, onde é necessária a interpretação de determinada coisa para que possa ser, posteriormente, compreendida pelo indivíduo e, está em todas as etapas de nossa vida.
            Existem vários processos para a compreensão leitora, porém temos que entender os vários conceitos que fazem parte deste, e buscar estratégias metodológicas para desenvolvê-los.
            Leitura é a ação de ler algo. É o hábito de ler. A palavra deriva do Latim "lectura", originalmente com o significado de "eleição, escolha, leitura". Também se designa por leitura a obra ou o texto que se lê. A leitura é a forma como se interpreta um conjunto de informações (presentes em um livro, uma notícia de jornal, etc.) ou um determinado acontecimento. É uma interpretação pessoal; é uma habilidade que envolve decodificação E compreensão. Crianças pré-escolares, por exemplo, não decodificam, mas são capazes de compreender. Não precisamos trabalhar apenas com compreensão quando há decodificação. Alunos da Educação Infantil devem ter atividades que trabalham com compreensão, livros de histórias com figuras para que “inventem” a narração, por exemplo.
            Rota fonológica: permite a transformação das unidades do grafema em fonema, sendo utilizada, normalmente, na leitura de novas palavras ou pseudopalavras. É uma das formas de leitura. Corresponde ao nível alfabético de leitura e escrita. Para compreender o que se está lendo, há participação crucial da pronúncia: a pronúncia é construída segmento a segmento, com participação da fala interna, de modo que a imagem fonológica da palavra é mantida. A regularidade grafema-fonema é necessária para a operabilidade da rota.
            Rota lexical: permite o acesso imediato à palavra, auxiliando na leitura de palavras já conhecidas. A pronúncia só ocorre ao final do processo, sendo resgatada como um todo do léxico, não tendo qualquer papel mediador no acesso ao significado e não desempenhando papel algum na escrita/leitura. O reconhecimento visual da palavra é direto, devido à alta familiaridade que o sujeito já possui com seu vocabulário conhecido.
            Memória de trabalho: é a capacidade de armazenar e manipular informações, simultaneamente. Ao ler um texto, o indivíduo precisa usar a memória de trabalho para fazer a decodificação (se ainda faz uso da rota fonológica) e guardar as informações que recém leu, a fim de compreender a frase/parágrafo.
            Percepção visual: é a capacidade de perceber e distinguir imagens, letras, números, símbolos. É importante, explorar imagens, expressões, capas de livros, cores… E compreendendo sem, necessariamente, decodificar!
            Flexibilidade Cognitiva: é a capacidade de “pensar fora da caixa”, isto é, fazer correlações com as demais situações cotidianas.
            Controle Inibitório: é a habilidade responsável por se manter focados no que realmente interessa e inibir os estímulos externos e internos. O controle inibitório é a habilidade de mantém a atenção e ajuda a decidir, em um problema matemático, por exemplo, qual cálculo devemos utilizar para resolver.
            Nós, enquanto professores devemos buscar atividades/ estratégias/ metodologias que desenvolvam a compreensão de textos desde a Educação infantil e, isso pode ser feito: lendo textos de gêneros textuais variados, “lendo” sequências de figuras; livros com apenas gravuras; figuras publicitárias, dramatizando gravuras etc.
            A escola, sendo o local de ensino sistematizado, deve propiciar aos alunos os conhecimentos necessários para compreender, se adaptar e construir opiniões, em seus contatos com diversos ambientes e pessoas.

            Para KLEIMAN,
[...]a leitura é um ato social, entre dois sujeitos – leitor e autor – que interagem entre si, obedecendo a objetivos e necessidades socialmente determinados. Essa dimensão interacional, que para nós é a mais importante do ato de ler, é explicitada toda vez que a base textual sobre a qual o leitor se apoia precisa ser elaborada, pois essa base textual é entendida como a materialização de significados e intenções de um dos interagentes à distância via texto escrito.
[...]Para a compreensão do texto é necessário também poder relacioná-lo a um todo maior, dando-lhe coerência [...] (1997; pág. 10).
           

Referências:
BETTELHEIM, Bruno. Psicanálise da Alfabetização, por Bruno Bettelheim e Karem Zelan. Tad. de José Luiz Caon. Porto Alegre: Artes médicas, 1984.
CADEMARTORI, Ligia. O que é Literatura Infantil. São Paulo: Brasiliense, 1986.
CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil Teoria e Prática. São Paulo: Ática, 1997.
KLEIMAN, Angela. Texto e Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura. Campinas, SP: Pontes, 1997.
PAULINO, Graça; WALTY, Ivete; FONSECA, Maria Nazareth; CURY, Maria Zilda. Tipos de Textos, Modos de Leitura. Belo Horizonte: Formato Editorial, 2001.
¹ Regina do Rocio Motta – professora/geógrafa/pedagoga; especialista em Educação Básica, em Educação Especial, cursando especialização em Psicopedagogia.