sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Autismo: Ensinando habilidades pré-acadêmicas e acadêmicas

 


Desde que esta coluna iniciou, apresentei as características dos Transtornos do Espectro do Autismo e a visão da Análise do Comportamento acerca desse diagnóstico; em seguida, apresentei aspectos da avaliação de repertório inicial que é feita no começo da intervenção; então, discuti os procedimentos para analisar e minimizar comportamentos inadequados; finalmente, apresentei procedimentos comportamentais utilizados no ensino de novas habilidades. Agora, inicio uma sequência de artigos que irão se aprofundar no ensino de cada categoria de habilidades para crianças com desenvolvimento atípico. 


Hoje, tratarei do ensino de habilidades pré-acadêmicas e acadêmicas. Essa categoria de habilidades é uma das que exige mais estrutura, concentração e motivação para a aprendizagem, já que se trata de conteúdos acadêmicos que, normalmente, não são os preferidos das crianças com desenvolvimento típico ou atípico. Por isso, para garantir a atenção e a concentração necessárias, os treinos de habilidades pré-acadêmicas e acadêmicas são feitos em tentativas discretas, ou seja, com a apresentação da tríplice contingência limpa, pura e direta: Antecedente à Resposta à Consequência. A principal característica do modelo de tentativas discretas é o máximo controle possível das variáveis ambientais no momento da aprendizagem. Então, o terapeuta apresenta apenas o estímulo antecedente (visual, auditivo, tátil, etc.), buscando evitar que outros estímulos ambientais presentes interfiram no controle da resposta.
Nos treinos dessas habilidades o terapeuta apresenta o modelo, estímulo ou instrução (a depender da habilidade que está sendo ensinada); dá a ajuda ou dica necessária para a criança responder sem erro, começando de uma ajuda mais intrusiva e passando, gradualmente, para ajudas mais leves; e, finalmente, reforça a resposta com o acesso a um item do interesse da criança, juntamente com elogio e outros reforçadores sociais. Vale enfatizar que, neste modelo de ensino (tentativa discreta) os estímulos antecedentes devem ser claramente delimitados para cada tentativa, tal como as consequências que serão disponibilizadas após o responder. 

A estimulação antecedente que será utilizada depende do procedimento de ensino escolhido que, por sua vez, depende dos pré-requisitos que a criança já possui. Por exemplo, se a criança já aprendeu a imitar, pode-se utilizar a modelação para ensinar novas respostas. Esse procedimento consiste em dar o modelo do comportamento final para a criança imitar. Tal ensino tem como vantagem a rapidez da instalação da resposta, pois torna possível o reforçamento do comportamento esperado direto em sua topografia final. Por isso, quando a criança ainda não sabe imitar, a intervenção comportamental deve se focar no ensino dessa habilidade, que vai facilitar o ensino de habilidades mais complexas. 

O treino de imitação consiste na apresentação de um movimento pelo terapeuta acompanhado ou não da instrução “Faça igual”. Essa instrução não é fundamental para a aprendizagem, já que o objetivo desse treino é que a criança fique sob controle de um estímulo antecedente visual: o movimento feito pelo terapeuta. Por isso, é importante que não seja dada a instrução do movimento a ser feito, por exemplo: “Bata palmas”. Se for dar alguma instrução essa deve ser neutra e igual para todos os movimentos, como: “Faça igual”. Afinal, se o terapeuta faz o movimento (estímulo visual) e dá a instrução do que a criança deve fazer (estímulo auditivo) não temos como saber se ela respondeu sob controle do estímulo visual (imitou) ou se ela respondeu sob controle do estímulo auditivo (seguiu a instrução). Nesse caso, não teremos como afirmar que a criança sabe imitar ou sabe seguir instruções. Principalmente com crianças com desenvolvimento atípico, que não aprendem facilmente em situações naturais, é importante treinar discriminações com apenas um tipo de estímulo antecedente, para garantirmos que a criança realmente está aprendendo a responder a cada uma das possíveis estimulações antecedentes. Essa preocupação não existe no ensino tradicional, pois sabemos que as crianças com desenvolvimento típico aprenderão naturalmente a responder sob controle de estímulos auditivos e visuais, mesmo que eles ocorram juntos. 

Ainda sobre o treino da imitação, durante o modelo o terapeuta deve garantir que a criança olhe para ele, pois só assim poderemos garantir que sua resposta foi evocada por esse estímulo. Se a criança não olhar, a tentativa deve ser reiniciada com mais motivação. Uma dica é o terapeuta fazer o movimento com o reforçador em suas mãos, para atrair a atenção e o olhar da criança. No início do treino o terapeuta deve dar ajuda total para a criança imitar o movimento imediatamente depois do modelo, pegando em sua mão e fazendo o movimento junto com ela. Aos poucos essa ajuda vai sendo retirada, tornando o responder cada vez mais independente. 

Os movimentos utilizados no treino da imitação devem ser movimentos funcionais, ou seja, que a criança possa usar no dia-a-dia. Pode-se utilizar movimentos amplos, como bater palmas, levantar os braços, abrir e fechar os braços, etc.; movimentos finos, como levantar o polegar fazendo o sinal de “Jóia”, movimento de pinça, abrir e fechar as mãos, etc.; movimentos orais, como abrir a boca, fazer bico, selar os lábios, etc.; ou, ainda, movimentos com objetos, como guiar um carrinho, pentear o cabelo, abrir e fechar a lancheira, etc. Entretanto, é importante enfatizar que o principal objetivo desse treino não é que a criança aprenda esses movimentos para usá-los no dia-a-dia, mas sim que ela aprenda a imitar qualquer movimento feito pelo outro. Porém, aproveitamos a situação para ensinar movimentos úteis para a vida da criança, ao invés de treinar a imitação com movimentos sem função clara no dia-a-dia dela. 

Depois que a criança aprendeu a imitar e demonstra generalização dessa habilidade (imita quaisquer movimentos, inclusive os não treinados, feitos por outras pessoas que não o terapeuta e em outros lugares que não a sala de terapia), podemos utilizar a modelação como procedimento de ensino de muitos outros comportamentos mais complexos. 

Se a criança ainda não aprendeu a imitar, o procedimento de ensino usado deve ser a modelagem. Esse procedimento consiste na construção do comportamento por reforçamento diferencial em aproximações sucessivas. Isto é, começamos reforçando qualquer aproximação do comportamento final a ser instalado e, gradualmente, vamos exigindo uma resposta cada vez mais semelhante ao comportamento final e mais refinada. 

A modelagem poderia ser usada, por exemplo, no treino do contato visual, que é um dos treinos que devem compor o primeiro currículo de intervenção da criança. Tal como a imitação, o contato visual também é pré-requisito para o aprendizado de muitas outras habilidades, por isso, é considerado uma habilidade pré-acadêmica, além de social. Provavelmente, a criança ainda não imita quando ensinamos o contato visual e, além disso, essa é uma habilidade difícil de ser imitada, por isso, o ideal é utilizar a modelagem. 

O comportamento final esperado no treino de contato visual é olhar nos olhos do outro quando chamado e manter o contato visual durante toda a interação que se seguir a esse chamado. Entretanto, não podemos exigir esse comportamento final direto, pois ele é difícil para as crianças com autismo. Então, vamos modelando esta resposta, começando por reforçar o direcionar o rosto para o terapeuta que chamou, mesmo que os olhos da criança não se direcionem para os olhos do terapeuta. O terapeuta deve ficar na frente da criança e esta não deve estar com nada na mão e nem distraída com um vídeo. Então, o terapeuta chama a criança pelo seu nome e, em seguida, diz “Olha para mim”. Se a criança, pelo menos, levantar a cabeça em direção ao terapeuta este já deve liberar o acesso ao reforço. Se a criança não responder, o terapeuta deve dar ajuda levantando sua cabeça ou direcionando seu rosto para o rosto dele e, em seguida, reforçar essa resposta. 

Depois que conseguimos aumentar a frequência da resposta de direcionar o rosto para o rosto do terapeuta, podemos dar mais um passo e aumentar a exigência. Então, a resposta de direcionar o rosto sem olhar nos olhos já não é mais reforçada e passamos a reforçar somente a resposta de realmente olhar nos olhos do terapeuta por, pelo menos, um segundo. A contingência é a mesma já descrita acima, porém, nesta etapa pode ser necessário usar outros tipos de dicas, como levar um objeto de interesse da criança até perto dos olhos do terapeuta, para direcionar seu olhar para lá. 

Continuando com a modelagem, quando a criança já estiver olhando por um segundo nos olhos do terapeuta quando chamada de forma independente, ou seja, sem nenhum tipo de ajuda (virar o rosto dela) ou dica (reforçador próximo do olho do terapeuta), podemos aumentar a exigência. O próximo passo seria reforçar apenas o contato visual que se mantenha por, pelo menos, dois segundos. Depois passamos a exigir a manutenção do contato visual por três segundos, quatro, cinco e assim por diante. 

Nesta fase de reforçamento da duração do contato visual uma estratégia que pode contribuir é contar em voz alta a passagem do tempo. Orientei uma terapeuta a usar esta estratégia com um garoto autista de quatro anos. Deu certo, ela conseguiu instalar contatos visuais prolongados. Porém, o garoto contava junto com ela enquanto mantinha o contato visual, o que tornava este comportamento estranho e artificial. Por isso, tão importante quanto inserir essas estratégias que auxiliam na instalação do comportamento, é retirá-las no momento certo, para deixar o comportamento mais natural. 

Paralelamente ao ensino destas e de outras habilidades pré-acadêmicas, iniciamos o ensino de habilidades acadêmicas. Nessa categoria ensinamos muitos conteúdos que fazem parte do currículo escolar por meio de discriminações condicionais. Essas contingências consistem na apresentação de um estímulo condicional (ou estímulo modelo) que é condição para um dos estímulos comparação ser o estímulo discriminativo (ou S+, estímulo correto) e os demais estímulos comparação serem estímulos delta (ou S-, estímulos errados). 

No ensino de conteúdos acadêmicos para crianças autistas utilizamos, primordialmente, dois grupos de discriminação condicional: 1) a discriminação auditivo-visual; 2) a discriminação visual-visual. A primeira consiste em uma identificação de estímulos visuais, ou seja, o terapeuta apresenta três estímulos visuais na mesa (números, letras, objetos, palavras, animais, cores, formas geométricas, etc.) que são os estímulos comparação. Então, o terapeuta faz a resposta de observação, isto é, mostra cada estímulo para a criança, levando o dedo dela até cada um para garantir que ela olhe. Em seguida, o terapeuta fala o nome de um dos estímulos (estímulo condicional auditivo), tornando este estímulo o discriminativo (S+ ou correto). A criança deve apontar ou pegar o estímulo falado pelo terapeuta com ou sem ajuda para ter acesso ao reforçador. 

A discriminação visual-visual, por sua vez, consiste no pareamento de estímulos iguais ou correspondentes. Neste caso, o terapeuta apresenta os três estímulos comparação visuais na mesa (números, letras, objetos, palavras, animais, cores, formas geométricas, etc.), faz a resposta de observação e dá um estímulo modelo (condicional) também visual na mão da criança para ela parear (colocar em cima ou ao lado) com o estímulo comparação igual ou correspondente. O pareamento com estímulos correspondentes pode ser, por exemplo: números com as respectivas quantidades; imagens com suas letras iniciais; imagens com palavras; letras cursivas com letras bastão; animais com habitats ou alimentos; etc. 

Outra discriminação condicional visual-visual muito usada para trabalhar conteúdos acadêmicos é a categorização. Esse treino consiste em apresentar três (ou mais) recipientes iguais, cada um com uma imagem que represente uma categoria, por exemplo: roupas x comidas x brinquedos; animais x plantas x objetos; animais terrestres x animais aquáticos x animais aéreos; coisas vermelhas x coisas amarelas x coisas azuis; categorias de imagens que começam com cada letra do alfabeto (Quadro Fonético); etc. Depois de apresentar os recipientes garantindo que a criança olhe para cada um e nomear as categorias, o terapeuta dá, a cada tentativa, um estímulo visual para a criança colocar na categoria correspondente. 

Nas discriminações, também é importante separar estímulos antecedentes auditivos e visuais para garantir que a criança aprenda a responder sob controle de ambos. Então, nas identificações (discriminação auditivo-visual) o terapeuta deve apenas falar o estímulo a ser identificado, sem mostrar nenhum estímulo visual igual ou correspondente. Nos pareamentos e categorizações (discriminação visual-visual), por sua vez, o terapeuta deve apenas dar o estímulo modelo visual na mão da criança para ela parear com o igual ou correspondente, sem falar o nome do estímulo comparação com o qual ela deve parear. Assim, garantimos que a criança aprenda cada uma destas discriminações que são fundamentais para o aprendizado de conteúdos mais avançados como, por exemplo, alfabetização e matemática. 

Um procedimento muito utilizado nas discriminações condicionais é o fading. Esse procedimento consiste na manipulação da dica de forma gradual para exigir cada vez mais independência e evitar erros. Podemos fazer dois tipos de fading: 1) o Fading in dos estímulos errados, isto é, começamos o treino apresentando apenas um estímulo comparação que, obviamente, será o estímulo correto (a ser identificado ou pareado), e os estímulos incorretos vão aparecendo gradualmente, aumentando o grau de dificuldade a cada etapa; 2) Fading out da dica, isto é, uma dica que guia a resposta para o estímulo correto vai sendo retirada gradualmente. 

Outro cuidado importante nos treinos de discriminação é a randomização dos estímulos a cada tentativa. Mudar os estímulos comparação de posição evita que o responder da criança fique sob controle da posição de cada estímulo, ao invés de ficar sob controle do conceito ou característica que se deseja ensinar. Por exemplo, se estamos treinando a identificação de cores e mantemos o vermelho sempre do lado esquerdo da criança, o azul no meio e o amarelo do lado direito da criança, ela pode aprender que sempre que ouvir o terapeuta falar “vermelho” deve pegar o estímulo da esquerda, sempre que ouvir “azul” deve pegar o estímulo do meio, e sempre que ouvir “amarelo” deve pegar o estímulo da direita. Ou seja, corremos o risco de a criança aprender apenas a discriminar posições e não a característica do estímulo que queremos ensinar, no caso, a cor. 

No próximo artigo continuarei a falar sobre ensino de habilidades acadêmicas. Vou dedicar o artigo todo para descrever o uso da equivalência de estímulos na alfabetização de crianças com atrasos no desenvolvimento e dificuldades cognitivas. Até lá! 

Referências Bibliográficas: 

Catania, A. C. (1999). Operantes: A Seleção do Comportamento. Em Aprendizagem: Comportamento, Linguagem e Cognição. (D. G. de Souza, Coord. Trad.) Porto Alegre: Artes Médicas. (Trabalho original publicado em 1998). 

Sério, T. M. A. P., Andery, M. A., Gioia P. S. & Micheletto, N. (2005). Os conceitos de discriminação e generalização. Em Controle de estímulos e comportamento operante: uma nova Introdução. São Paulo: Educ. 

Skinner, B. F. (2007). Modelagem e Manutenção do Comportamento Operante. Em Ciência e Comportamento Humano. São Paulo: Martins Fontes. Publicação original de 1953. Skinner, B. F. (1982). O Perceber. Em Sobre o behaviorismo. Tradução de Maria da Penha Villalobos. São Paulo: Cultrix: Editora da Universidade de São Paulo. Publicação original de 1974.

Alfabetização de crianças com Autismo: instalando a função da leitura e da escrita e a compreensão e interpretação de textos

Alfabetização de crianças com Autismo: instalando a função da leitura e da escrita e a compreensão e interpretação de textos



No último artigo vimos algumas estratégias especiais de alfabetização de crianças com dificuldades de aprendizagem, estratégias estas que se baseiam na teoria da equivalência de estímulos. Dando continuidade a esta fase da aprendizagem acadêmica, veremos agora alguns procedimentos eficazes para instalar respostas de leitura e escrita mais refinadas em crianças com desenvolvimento atípico, particularmente, com autismo. Estas atividades visam treinar a função acadêmica e social da leitura e da escrita. 

As atividades aqui descritas não precisam, necessariamente, serem feitas após a alfabetização formal, algumas delas podem ser conduzidas paralelamente à alfabetização. 


A primeira preocupação do terapeuta analista do comportamento durante qualquer processo de ensino deve ser a generalização das habilidades ensinadas para contextos mais naturais, saindo do contexto artificial e especialmente preparado para a aprendizagem no qual se configura o setting terapêutico. Durante a alfabetização esta preocupação também deve permear todo o trabalho. 

Visando a generalização das palavras aprendidas na pré-alfabetização (tema do último artigo) e o treino da função da leitura e da escrita, o terapeuta pode produzir, junto com a criança, um livrinho com as palavras trabalhadas na pré-alfabetização. A criança deve completar cada página do livro já montado pelo terapeuta, como no exemplo abaixo. 


Depois de montar o livrinho todo, a criança pode ler a história para alguém. Neste momento, a criança tem a oportunidade de experimentar a principal função da leitura, afinal ela será capaz de ler algumas frases, já que estas são montadas com palavras-chave já treinadas. 

Com este mesmo livro produzido junto com a criança e, também, com outros livros simples (frases curtas; letra bastão grande; imagens claras; começo, meio e fim bem definidos; etc.), pode-se aplicar um conjunto de atividades que visam o treino de leitura e escrita; ampliação de interesses; aprofundamento do conteúdo de conversas e comentários; treino da atenção na leitura e no reconto do texto; compreensão e interpretação do texto. Abaixo descrevo estas atividades. 

Visando gerar interesse pela história e, com isso, motivação para as atividades que se seguem, a primeira atividade que deve ser feita é apresentar a história em vídeo (caso exista um filme sobre ela) ou em uma apresentação no Power Point com fotos de cada página do livro. O uso da mídia gera um interesse inicial maior do que se já começarmos direto com o livro. 

Em seguida, o terapeuta deve contar a história mostrando cada página do livro e garantindo que a criança preste atenção. Para isso, a história deve ser apresentada de maneira clara e breve, de preferência dividida em 4 ou 5 atos. O terapeuta deve estimular que a própria criança leia a história ou partes dela, a depender do passo da alfabetização em que ela está. Se a criança ainda não lê, ela deve, pelo menos, acompanhar a leitura com o dedo nas palavras. Durante a contagem o terapeuta deve, ainda, pedir respostas que garantam a atenção e participação da criança. Por exemplo, em cada página do livro o terapeuta pode pedir que a criança aponte (repertório de ouvinte - identificação) e/ou nomeie (repertório de falante – tato) personagens ou itens do cenário. Com crianças que tenham o repertório verbal mais desenvolvido pode-se, ainda, estimular respostas intraverbais, como “Está de noite ou de dia?”, “Onde morava o Pinguim?”, “Que cor é o lobo?”, etc. 

Em seguida o terapeuta pode pedir que a criança ordene as principais cenas da história, começando com 3 cenas e depois evoluindo para 5 a 7 cenas. Para isso, o terapeuta deve apresentar figuras com as principais cenas da história em ordem aleatória e mostrar cada uma para a criança. Em seguida a criança deve colocar as figuras na ordem em que ocorrem na história. Se necessário, o terapeuta deve dar ajuda física (pegando cada cena junto com a criança) ou gestual (apontando a próxima cena). Esta atividade vai garantir a compreensão da sequência lógica que permeia qualquer história, além de treinar esta habilidade que é fundamental para a compreensão de histórias, cenas e situações cotidianas. 

Com crianças autistas o apoio visual é sempre útil, por isso, pode ajudar bastante fazer a ordenação das cenas em uma prancha numerada e com quadros delimitados para cada cena, tal como exemplificado abaixo. 


Seguindo o sequenciamento visual feito na atividade anterior, a criança deve ser estimulada a verbalizar a sequência da história, utilizando as palavras de conexão como “primeiro, depois, então”. Os quadros ordenados servem de dicas para ela contar a história. Para isso, o terapeuta deve estimular que a criança coloque seu dedo em cada cena na medida em que vai contando a história. A depender do nível de alfabetização, peça para a criança escrever frases simples deste seu “resumo”. Este resumo escrito também pode ser feito com cópia, ou seja, o terapeuta escreve as frases que a criança falou durante o reconto da história e, depois, a criança copia seu próprio resumo. 

Outra atividade que contribui muito para a compreensão da história que está sendo trabalhada é a dramatização dos principais personagens e acontecimentos. Para isso, devem ser preparadas roupas ou acessórios característicos dos principais personagens. A criança deve preparar estes acessórios junto com o terapeuta, aproveitando para treinar habilidades grafomotoras como: recortar as orelhas do lobo; desenhar e recortar o chapéu do caçador; etc. Também pode-se utilizar brinquedos, miniaturas ou fantoches para a representação dos principais personagens. Depois da caracterização, a criança e o terapeuta devem encenar cada ato da história com diálogos básicos e curtos. O terapeuta deve dar as ajudas físicas e verbais (dica ecóica ou intraverbal) necessárias. 


Partindo para atividades de interpretação propriamente dita, o terapeuta pode elaborar de 3 a 4 questões sobre a história. Neste momento as questões devem ser sobre informações facilmente extraídas do texto, por exemplo, questões como: “Onde aconteceu?”, “Quem estava lá?”, “O que o personagem fez?”, etc. As respostas podem ser somente verbais; ou por escrito; ou ainda, a criança responde verbalmente, o terapeuta escreve a resposta e, em seguida, a criança a copia. 

Novamente buscando o apoio visual, sugere-se também fazer atividades de completar lacunas ou questões de múltipla escolha. O terapeuta deve desenvolver exercícios nos quais a criança vai preencher lacunas ou marcar um X na resposta correta, com informações que podem ser facilmente encontradas no livro. Aqui vale introduzir conceitos acadêmicos que estejam no currículo da escola, por exemplo: conceito de opostos; quantidades; estações do ano; formas geométricas; etc. Com crianças autistas, é interessante usar texto e imagens nas questões, como exemplificado abaixo. 


Com crianças mais velhas e mais avançadas no processo de alfabetização, pode-se também fazer questões que a estimulem a extrair informações das entrelinhas, criando hipóteses e entendendo o “porquê” das coisas. Nesta etapa o aplicador deve desenvolver perguntas que não podem ser diretamente respondidas com as dicas visuais do livro (Ex: “Quem era o porquinho mais esperto?”; “Porque a bruxa não gostava da Branca de Neve?”; etc.). Para responder a criança poderá reler partes do texto. 

As atividades de registro, comumente feitas em salas de aula regulares após a leitura de uma história, também são fundamentais. A partir do tema da história, a criança deve trabalhar em alguma atividade grafomotora, como: desenho com pontilhado; desenho livre; escrever os nomes dos personagens; recorte e colagem; etc. 

Os tablets também são um meio eficaz para estimular o interesse pela leitura e pela escrita, bem como para a aquisição da função social e comunicativa destas respostas. Existe uma infinidade de aplicativos que estimulam a leitura e a escrita, como: livrinhos virtuais que contam a história com áudio; treino da escrita de letras e palavras na tela do tablet; aplicativos nos quais a criança pode montar uma história usando fotos ou imagens da internet e digitando as frases; etc. 

Nesta fase da intervenção terapêutica e acadêmica, também sugere-se apresentar os diversos usos da leitura e da escrita, como: jornal – o adulto pode ler o caderno infantil ou alguma reportagem que envolva um tema do interesse da criança junto com ela, estimulando que ela leia as palavras-chave; livro – trabalhar os livros indicados na escola ou outros que sejam de interesse da criança com as atividades descritas acima; bilhete – estimular que a criança escreva bilhetes para os familiares e amigos da escola (usando ditado ou cópia como apoio, se necessário); e-mail - ensinar a usar o e-mail e mandar mensagem para pessoas que estão distantes; combinados – escrever combinados para a aula ou terapia e ler diariamente; etiquetas – colocar etiquetas escritas pela própria criança nos brinquedos, móveis e objetos da casa; propagandas – recortar e colar propagandas de alimentos preferidos e, depois, ir ao supermercado com esta “lista de compras” e comprar cada item; letra de música – a criança pode ajudar a encontrar a letra de uma música que goste muito na internet e, depois, ouvir a música e cantar junto com a letra na mão acompanhando com o dedinho em cada palavra (sugere-se usar letra bastão grande e destacar as palavras que a criança é capaz de ler); enunciados – nas lições de casa a criança deve ler os enunciados, compreender o que pedem e executar a tarefa; placar de jogos – em jogos coletivos podemos fazer um “placar” onde a criança deve escrever os nomes dos jogadores e sua pontuação no decorrer do jogo, no final ela deve dizer quem ganhou consultando o placar. 

Com estas e outras atividades que podem ser elaboradas a partir destas, vamos refinando a leitura e a escrita, dando função para este repertório, garantindo seu uso funcional no dia-a-dia e sua generalização para contextos naturais. 

Referências Bibliográficas: 

Bagaiolo, L. & Guilhardi, C. (2002). Autismo e preocupações educacionais: Um estudo de caso a partir de uma perspectiva comportamental compromissada com a Análise Experimental do Comportamento. In: Guilhardi, H. J., Madi, M.B. P., Queiroz, P. P., Scoz, M. C. (Org.) Sobre Comportamento e Cognição. 1ª Ed. Santo André: ESETEC, v. 10, p. 67-82. 

De Rose, J. C. (2005). Análise Comportamental da Aprendizagem da Leitura e Escrita. Revista Brasileira de Análise do Comportamento, 1, 29-50. 

Souza, D. G. & De Rose, J. C. (2006). Desenvolvendo programas individualizados para o ensino de leitura. Acta Comportamentalia, 14, 77-98.

O autismo e epilepsia: a complexa relação entre cognição, comportamento e convulsoes

16 de Junho de 2013 às 19:34
Via Grupo AUTISMO EM GOIÂNIA- Mariluce Caetano

O autismo e epilepsia: a complexa relação entre cognição, comportamento e convulsoes

Ramanujapuram Anand MBBS, DPM Clínica Ordinatur, do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia, IPPavlov University Medical Ryazan Rússia Citação: R. Anand: autismo e epilepsia: a complexa relação entre cognição, comportamento e Apreensão. O Jornal Internet of Neurology. 2005 Volume 4 Número 1. DOI: 10.5580/133a Palavras-chave: autismo, epilepsia, síndrome de Landau-Kleffner Abstrato

Existe uma associação crescente e variável entre autismo e epilepsia. O autismo é um distúrbio neurológico complexo. Quando associado à epilepsia, ele coloca a criança ea família em uma situação muito exigente e estressante para lidar com isso. A fim de ajudar essas crianças e suas famílias, é importante compreender a relação entre os padrões de comportamento, processos cognitivos, desenvolvimento da linguagem e da ocorrência de convulsões. Até agora ainda não conseguimos compreender esta relação. Eu tentei apresentar aqui uma breve análise do que sabemos até agora, usando um exemplo de caso enfatizando o fato de que por trás das doenças, há as pessoas.

"É muito mais importante saber que tipo de paciente tem uma doença de que tipo de doença o paciente tem." - William Osler

A história do pequeno C 

Eu conheci pouco C pela primeira vez no ambulatório de seguimento com a mãe. Ele tinha sete anos, mas parecia muito mais jovem. Ele estava bem vestido e preparado com os olhos brilhantes, cabelo curto e justo foi menor do que a média das crianças dessa idade. Ele entrou na sala, sem fazer contato visual. Pegou uma folha de papel em branco que estava sobre a mesa para uma mesa menor, que estava em um canto da sala e começou a desenhar. Ele tinha uma expressão triste e vazia no rosto, sem interação recíproca e nunca falou uma palavra durante toda a sessão, que durou quase duas horas. Ele parecia estar em seu próprio mundo absorto em seu desenho, alheio aos acontecimentos no quarto. Ao final da sessão que encheu a página com figuras de pequenas árvores em linhas e colunas que pareciam estranhamente idênticas puras. Sua mãe destacou que esta foi praticamente a rotina em cada ambulatório de seguimento para os últimos dois anos.

C nasceu a termo depois de uma gravidez normal e foi entregue normalmente. Na medida em que a mãe se lembrava, seus motores marcos de desenvolvimento iniciais foram alcançados, mas normalmente ele estava atrasado para desenvolver a fala. Ele teria algumas noites agitadas quando ele jogou e virou-se na cama. Ele era uma criança muito fácil de cuidar, como ele não estava em todos os exigente. Ele não tinha problemas de alimentação e foi adequadamente toalete treinado. Ele foi totalmente imunizadas. Um dia, quando ele tinha cerca de dois anos de idade, quando sua mãe estava alimentando ele, de repente C 'ficou em branco "com um olhar vago e começou a fazer ruídos clicando com a língua, que durou menos de um minuto. Isso não se repetiu e assim a mãe nunca consultou um médico. À medida que envelhecia, apareceu claras mudanças em seu comportamento. Ele gostava muito de rotinas. O mínimo que a mudança traria em um acesso de raiva, quando ele se tornou bastante agressivo. Estes eram freqüentes com violência principalmente dirigida objetos e às vezes para a mãe e os irmãos. Por outro lado, ele foi extraordinariamente carinho para o gato de estimação e eles pareciam gostar companhia uns dos outros. Ele poderia indicar as suas necessidades, mas foi menos verbal e era muito literal no uso da linguagem. Ele preferia jogar sozinho por longas horas e nunca misturado com seus irmãos, um irmão três anos mais velho que ele e uma irmã, que era um ano mais novo. Seu jogo foi sem imaginação e foi repetitivo. Ele tinha um fascínio por árvores. Ele gostava de olhar para fotos de árvores em livros de novo e de novo. Ele gostava de desenhar apenas imagens de árvores. A partir da idade de cinco anos, muitas vezes e de repente, ele iria demonstrar um comportamento fora do personagem. Seus olhos de repente parecem vidrados e seu rosto se tornou pálido. Ele, então, fazer barulhos estranhos clicando com sua língua e movimentos repetidos no ar como se estivesse tentando subir. Esta iria durar por alguns segundos a vários minutos. Ele, então, dormir por várias horas.

Um tio materno tinha dificuldade de aprendizagem. Mãe havia se separado de seu pai quando C foi de cerca de um ano e meio de idade e não havia contato com ele. Pai tinha um histórico de comportamento violento e estava vendo um psiquiatra, mas mais detalhes não estavam disponíveis. Não houve problemas relatados com os irmãos. Mãe, que tinha recebido ensino médio, estava desempregado. A família recebeu o apoio emocional da mãe de mãe e irmã.

C tinha sido completamente avaliado por um psiquiatra infantil, pediatra, neurologista infantil, fonoaudiólogo e um psicólogo clínico. Ele passou por exames físico geral e neurológico. Seus exames laboratoriais incluídos sangue de rotina e análise de urina e teste genético que não revelou qualquer anormalidade. Os testes psicométricos relatou uma inteligência abaixo da média na faixa de fronteira. Rotina e sono EEG mostrou anormalidades paroxísticas sobre o lobo temporal esquerdo. Um exame de ressonância magnética da cabeça era normal.

A partir da história, C demonstra um prejuízo qualitativo no desenvolvimento da interação social recíproca e comunicação. Parece que este era evidente desde a infância embora de uma forma sutil. Aos dois anos de idade, ele parece ter tido uma crise de ausência. Se isso contribuiu para causar mais prejuízos ou, o progresso era natural é difícil de dizer. Ele mostra um pouco de restrição e repetição em seus interesses e atividades. Discurso era tarde para se desenvolver, mas ele foi capaz de usá-lo embora de uma forma concreta. Testes psicológicos revelou apenas deficiências limítrofes da inteligência. Estas características são consistentes com o diagnóstico de autismo. Com a idade de cinco anos, ele começou a ter convulsões clara. Se as dificuldades de comportamento eram formas sutis de convulsões é difícil dizer. EEG revelaram anormalidades, com foco no lobo temporal esquerdo. Estes valores são consistentes com o diagnóstico de crises parciais complexas.

C foi de receber o medicamento anti-epiléptico ácido valpróico. Ele foi identificado como tendo necessidades educativas especiais e estava recebendo ajuda especializada na escola. Sua mãe era uma pessoa muito paciente. Ela mostrou um grande interesse no problema. Ela nunca culpou C ou qualquer outra pessoa para a situação. Ela estava disposta a aprender e compreender. Ela entendeu que a C estava sofrendo e fez seu objetivo de tornar as coisas melhores para ele. Os ataques tinham sob controle. Ele estava mostrando melhorias muito pequenos e lentos em sua comunicação. O comportamento dele foi muito melhor. Seu trabalho escolar estava mostrando um progresso gradual.

As perguntas que surgiram na minha mente, neste caso, foram, foram convulsões a causa do autismo nesta criança, ou uma associação? Poderia haver outras causas? As melhorias foram mostrados, devido ao tratamento de epilepsia ou devido a outros fatores? Qual é a relação entre cognição, comportamento e convulsões? Decidi 'cavar' na literatura e descobrir.

O autismo e epilepsia

O autismo foi descrito pela primeira vez por Leo Kanner em 1943. Em seus 11 casos de crianças com "distúrbios autísticos do contato afetivo", Kanner observou uma "incapacidade de se relacionar" de formas usuais com as pessoas, desde o início da vida, as respostas incomuns ao ambiente, o que poderia incluir maneirismos motores estereotipados e resistência à mudar (ou insistência na monotonia), bem como as idiossincrasias de comunicação, tais como a inversão dos pronomes ea tendência ao eco na linguagem (ecolalia). Os critérios atuais para diagnóstico de transtorno autista de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quarta edição (DSM-IV) exige pelo menos seis critérios, um de cada uma das áreas de distúrbios na interação social, comunicação e restritos, repetitivos padrões estereotipados de comportamento, interesses e atividades. O início é antes dos três anos de idade.

Autismo pode apresentar-se de duas maneiras. Na maioria das crianças autistas, a diferença pode ser reconhecido a partir de uma idade precoce. Movem-se e chorar menos, eles não gostam de ser realizada e eles estão muito felizes de ser deixado sozinho. Em cerca de um terço das crianças o desenvolvimento prossegue normalmente até que o segundo ano de vida. Em seguida, eles regridem gradualmente em autismo geralmente em associação com trauma emocional ou físico e com convulsões. Kanner relatou um caso de epilepsia entre os seus 11 filhos. A prevalência de epilepsia entre autistas é muito maior do que a população normal. Há também um aumento da prevalência de atividade potencialmente epileptogênico anormal em crianças com transtorno do espectro autista. Cerca de um em cada quatro crianças autistas desenvolvem convulsões na puberdade.

Epilepsia e autismo 

Hughlings Jackson, em 1870, postulou sobre a epilepsia como uma perturbação intermitente do sistema nervoso devido a "uma descarga excessiva e desordenada do tecido nervoso cerebral em músculos." Este tem sido apoiada por eletrofisiologia moderna. Como resultado da descarga, pode haver uma perda de consciência instantânea, percepção alterada ou psíquica função prejudicada, movimentos convulsivos, perturbações da sensibilidade, ou alguma combinação destes. Apreensão sempre indica que o córtex cerebral tem sido afetado pela doença, seja primário ou secundário. A epilepsia é muitas vezes associada a distúrbios do sistema nervoso central globais, como paralisia cerebral, retardo mental e autismo. Em crianças autistas, o risco de convulsões aumenta se eles têm certas doenças neurológicas específicas, como a neurofibromatose, esclerose tuberosa, fenilcetonúria (sem tratamento). As crianças com espasmos infantis sintomáticos (contrações musculares generalizadas repentinas geralmente começam entre as idades de três e oito meses) tendem a desenvolver tanto epilepsia e autismo. Crises parciais complexas ou epilepsias do lobo temporal mostram diferentes características clínicas em crianças de diferentes idades. O curso geral tende a ser favorável. Curso adverso pode ser visto em crianças com complicações perinatais, complexos de ponta-onda no EEG e aqueles com convulsões psicomotoras e psicosensorial. Hashimoto et al relataram uma tendência para focos epilépticos a ocorrer na região frontal em crianças com autismo e sugerem que a disfunções frontais pode ser importante no mecanismo de sintomas do autismo.

Síndrome do autismo, epilepsia e Landau-Kleffner 

Síndrome de Landau-Kleffner (LKS), também conhecida como afasia epiléptica adquirida geralmente afeta crianças com idades entre três e sete anos. Estas crianças têm anteriormente não desenvolvimento, de linguagem ou dificuldades de interação. Eles têm um início abrupto de perda da compreensão da linguagem e uma diminuição da sua capacidade de se expressar. As convulsões são geralmente presentes. Seus EEG, especialmente EEG do sono são anormais. Pode haver alguma causa de confusão com autismo. Mas seria raro para uma criança autista ter LKS. A síndrome denota afasia adquirida após dois ou três anos de idade em uma criança com desenvolvimento normal e que coincidiu com o aparecimento de convulsões. Se houver dúvida, um sono EEG deve ser obtida. Se é normal, LKS é improvável. Anticonvulsivantes melhorar a condição juntamente com terapia de fala e linguagem. Corticosteróides e neurocirurgia tiveram resultados positivos em certos casos.

Genes 

Duplicação do cromossomo 15 foram relatados em indivíduos com autismo atípico, diferentes graus de retardo mental e epilepsia. Mutações no gene homeobox relacionada aristaless (ARX) causam um vasto espectro de doenças, incluindo a deterioração cognitiva, epilepsia e no outro grupo, malformações corticais graves. A prevalência de ARX mutação exacta não é conhecida, mas pode ser uma causa importante de doenças do desenvolvimento e epilepsia nos machos que no futuro podem proporcionar opções de tratamento importante.

Infecção 

Uma possível associação com a infecção viral CNS com autismo e epilepsia tem sido relatada.

Nutrição 

Há também um interessante estudo que levanta a hipótese de que o desenvolvimento de fetos de gestantes com deficiência de zinco e excesso de cobre experiência grandes dificuldades no desenvolvimento inicial do cérebro, que mais tarde pode se manifestar como esquizofrenia, autismo e epilepsia.

Vacina

Um importante estudo foi realizado por Steffenburg, Steffenburg e Gillberg. Eles descobriram que crises parciais foram mais comuns e convulsões generalizadas menos comum no transtorno do espectro autista (ASD) do grupo em comparação com o grupo não-ASD. Início das crises foi mais tarde o grupo ASD. Etiologia estabelecida foi mais freqüentemente presentes no período pré-natal do que nos-peri ou pós-natais no grupo ASD. Não houve aumento nem na prevalência de epilepsia ativa e dificuldade de aprendizagem, nem na taxa de autismo com epilepsia ativa e dificuldade de aprendizagem em crianças nascidas entre 1981 e 1986 em comparação com aqueles que nasceram entre 1976 e 1980, indicando que não houve associação estatística com o sarampo gerais -caxumba-rubéola vacinação introduzido no início de 1980 (MMR).

Estimulação do nervo vago

Estudos preliminares indicaram que a estimulação (VNS) terapia nervo vago, que pode reduzir a fármaco-ataques em epilepsia, pode melhorar o desempenho neurocognitivo. Parque relataram um estudo com 59 pacientes autistas e 6 com LKS, com epilepsia. Melhorias foram relatados em todas as áreas da qualidade de vida monitorados particularmente para alerta (76% em 12 meses). Mas estudos mais padronizados e de longo prazo são necessários para avaliar os resultados melhores.

Magnetoencephalogram

Lewine et al usado magnetoencephalogram (MEG) para avaliar os padrões de atividade epileptiforme durante a fase III do sono em seis crianças com LKS e 50 crianças com transtorno do espectro autista regressivo (ASD). MEG de todas as crianças com LKS mostrou envolvimento epileptiforme da região intra / perisilviana esquerda com uma criança que mostra o envolvimento adicional da região sylvian direita. Atividade epileptiforme foi identificado em 82% das crianças com ASD. As mesmas regiões intra / perisilviana envolvidos na LKS foram encontrados em 85% com ASD. Eles também descobriram que quando a atividade epileptiforme estava presente em ASD, as estratégias terapêuticas (drogas antiepilépticas, esteróides e até neurocirurgia), que visa o seu controle pode levar a uma redução significativa nos sintomas autistas e melhoria nas habilidades de linguagem.

Tratamento 

O aspecto mais importante do tratamento da epilepsia é a utilização de fármacos anti-epilépticos. Epilepsias que não responderam à terapia prolongada e intensiva têm beneficiado de excisão cirúrgica dos focos epilépticos. Outros tratamentos que têm mostrado alguns resultados positivos na epilepsia de difícil controle são a estimulação do nervo vago e dieta cetogênica. Os objectivos do tratamento no autismo são a promoção da aprendizagem, especialmente o desenvolvimento de linguagem e comunicação e as habilidades de auto-ajuda e reduzir o comportamento disruptivo. As crianças necessitam intensiva, altamente estruturado de apoio educativo especial, terapia da fala e linguagem, terapia comportamental e psicoterapia para crianças mais velhas com foco em habilidades para resolver problemas. A família precisa de educação e apoio. Tuchman e Rapin informou um estudo importante olhar para a relação entre epilepsia, epleptiform EEG e regressão autista. Epilepsia e EEG epileptiforme ocorrem em uma minoria significativa de crianças autistas com uma história de regressão e de uma pequena minoria sem regressão. Eles concluem que o reconhecimento imediato de regressão e gravação de EEG sono prolongado é recomendado, embora a informação sobre a potencial eficácia do tratamento anti-epiléptico para melhorar a linguagem e comportamento em crianças autistas com epilepsia ou EEG epileptiforme ainda está faltando.

Qual é a última palavra? 

A relação entre a epilepsia, a língua, o comportamento e cognição não é bem compreendida. Tuchman e Rapin, em sua revisão no Lancet concluiu que há um aumento do risco, mas variável de epilepsia no autismo. Idade, nível cognitivo e tipo de conta distúrbio de linguagem para a variabilidade na prevalência de epilepsia. Em alguns casos, a associação entre as duas condições podem denotar factores genéticos comuns. O efeito da epilepsia subclínica em linguagem, cognição e comportamento é debatido como é a relação de regressão autista epileptiforme com um EEG para LKS. Eles concluem que não há recomendação de tratamento baseadas em evidências para os indivíduos com autismo, regressão e epilepsia subclínica e estudos duplo-cego com poder suficiente são urgentemente necessárias para resolver o problema.

Pouco C Fala

Na medida em que está em causa pouca C, convulsões estavam claramente presentes e responderam bem ao tratamento. Clima O tratamento ajudou a melhorar os sintomas autistas é difícil de dizer. Eu posso dizer com alguma certeza que o tratamento da epilepsia teve um impacto físico e emocional positivo em C e da família. O fator mais importante para a minha mente é a atitude da mãe. Tratamento da epilepsia e controle das crises, sinto desempenhou um papel importante na redução da carga de cuidados. No final da sessão, eu pedi C o que ele gostaria de ser quando crescesse. Sem olhar para cima, ele disse, "arqueólogo" Perguntei-lhe porquê? Ele disse: "Eu não sei ... é por isso. "I rest my case.

"Cuidados mais para o paciente individual do que para as características especiais da doença. Coloque-se no lugar dele ... A palavra gentil, a saudação alegre, o olhar solidário ... estes, o paciente entende "-. William Osler

Declaração

O caso do pequeno C é um caso típico, e não um relato de caso e, como tal, usado aqui para demonstrar a complexidade das questões discutidas e para chamar a atenção para o fato de que no primeiro estamos tratando os doentes e não as doenças. Não há conflito de interesse e nenhum apoio financeiro foi recebido de qualquer fonte.

Reconhecimento Sou grato ao Professor ASStarikov MD, DSc e Dr VAZhadnov MD, DSc, do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia, Ryazan Clinical Hospital Regional, IPPavlov Medical University, Ryazan, na Rússia, por seu apoio gentil.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Terapias que ajudam a melhorar a qualidade de vida de crianças com Autismo

25 de julho de 2012 às 21:48

Quanto às crianças com autismo que não recebem o tratamento oportuno e adequado os sintomas piorarem e têm sérios problemas em seu desenvolvimento e comportamento. Daí a importância da prática são uma terapia integral, ou seja, da combinação de diferentes métodos especializados em sua condição.

De acordo com a ASA (Autism Society of America), uma criança com autismo deve ser tratada pelo menos oito horas e individualmente. Angela Lucia Sanchez Becerra, neuropsicólogo especializado em autismo e transtornos invasivos do desenvolvimento e diretor do Neurorehabilitar clínica, esclarece que "não autismo não são iguais, cada criança necessita ser operada em-um com um protocolo criado para ele." Neste sentido, o especialista aconselha os pais a pedir ajuda a partir do momento do diagnóstico é conhecido.Geralmente, a primeira atenção é dada a partir dos três anos, embora as crianças podem ser tratadas apartir dos 18 meses.

 Antes que seja impossível ter um diagnóstico preciso, diz o especialista. "Se a criança atinge de 2 a 5 anos para ser envolvido, você pode ajudar de muitas maneiras. Quando eles se tornam maiores, mais tratamento é intensivo ", diz Sanchez. terapia completa deve incluir processos para melhorar suas relações familiares, a sua capacidade de falar, movendo-se e ouvir. Métodos para estimular a função cerebral e terapias alternativas para melhorar suas habilidades. Todos estes devem ser aplicadas em paralelo e continuamente, como dirigido pelo médico.

O grupo familiar
O cotidiano das famílias que vivem com pacientes autistas é difícil e às vezes caótica. Portanto, é aconselhável que os pais do paciente irem a um psicólogo para discutir seus problemas em casa e receber a orientação adequada e oportuna.

Tratamento Convencional

- Fonoaudiologia: O autista tem um distúrbio de linguagem e linguagem repetitiva e metáfora. Esta terapia pretende  que a criança possa conseguir se expressar...Em seguida, trabalhar as emoções e identificá-los. O paciente é treinado não só para começar, mas manter uma conversa.

- Perícia: trabalhar a grafomotor área e processos cognitivos, para que mais tarde a criança possa ter acesso a vida escolar. Ou seja, fazer exercícios, como abotoar uma camisa, pegue uma pinça, etc. Atividades que irá ajudá-lo mais tarde segurar um lápis, dobrar uma folha, etc

- Fisioterapia: a criança com autismo não tem problemas físicos. Em vez disso ela pode; andar, correr e saltar normalmente, mas precisa de terapia com motor e planejamento e execução. Ou seja, ensiná-lo a controlar seu corpo e as atividades que tornam funcional.

O complemento perfeito

- Equinos: gerar estímulos elétricos no cérebro, o que torna a criança mais alerta.Também ajuda a área equilíbrio e proprioceptiva (percepção interna).

- Musicoterapia:  A maioria das crianças autistas são audição hipersensível e áreas disfuncionais. A música lhes permite relaxar e alguns conseguem cantar e tocar um instrumento.

- Hidroterapia: trabalhar o tônus muscular, equilíbrio e diminuição da ansiedade

- Trabalhando com sistemas: atividades terapêuticas e de lazer através do computador. Comece com o básico, sabe do monitor e do 'mouse' para a gestão dos programas que ensinam cores, formas, sons, etc.

A intervenção nutricional
A dieta é essencial para controlar os sintomas de uma criança com base de danos neurológicos. A ideia é que, através de certos alimentos, o autista diminui seus níveis de ansiedade.

Integração educacional
Quando as crianças estão abaixo de 5 ou 6 anos podem ser integrados em uma escola regular, acompanhado por um terapeuta. A ideia é socializar e aprender, se em um ritmo diferente dos outros.


Fonte: www.abcdelbebe.com

Síndrome do X Frágil – Uma nova visão

8 de janeiro de 2013 às 01:46
Ilustração de um cromossomo X (Imagem: Sashkin/Shutterstock)
Ilustração de um cromossomo X (Imagem: Sashkin/Shutterstock)

Você já ouviu falar na síndrome do X Frágil? Poucas pessoas ouviram. Se você já a conhece é, sem dúvida, uma exceção. Antes de falar sobre a abordagem pedagógica do ensino ao aluno com essa síndrome, vamos procurar conhecê-la.

DESCRIÇÃO
A síndrome do X Frágil (SXF) é uma síndrome hereditária e é a segunda causa mais comum (a primeira é a síndrome de Down) de deficiência intelectual. Em 1943, Martin e Bell mostram uma forma singular de deficiência intelectual relacionada ao cromossomo X.  Em 1969, Herbert Lubs descobre uma falha genética num cromossomo X na família de dois irmãos com deficiência intelectual. Em fins de 1970, Grant Sutherland, estudando casos de fragilidade no cromossomo X, denomina essa síndrome de X Frágil.

Pessoas afetadas por essa síndrome apresentam problemas comportamentais, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e, em alguns casos, certas particularidades físicas.


Particularidades Físicas
“Estas características não aparecem em crianças pequenas, mas podem apresentar, como acontece também em outros quadros clínicos, o perímetro da cabeça maior que o normal (macrocefalia) e um tônus muscular diminuído (hipotonicidade), que pode prejudicar sua capacidade de sugar o seio da mãe.

“Segundo do Dr. Salomão Schwartzman, a pessoa com X Frágil pode apresentar frequentes otites médias, sinusites, prolapso da válvula mitral (em 50% dos casos estudados), deslocamento nas articulações e hérnias, convulsões (em 20% dos casos estudados), distúrbios do sono e estrabismo (30 a 40% dos casos estudados).” (SÍNDROME do X-FRÁGIL..., 2009)

Apesar de se parecer com qualquer outra pessoa, pode apresentar as seguintes particularidades físicas, principalmente depois da puberdade: “Face alongada; orelhas grandes e em abano; mandíbula proeminente; macrorquidia (testículos aumentados), principalmente no adulto; “Podem apresentar ainda, ou somente, um ou vários dos traços abaixo: hipotonia muscular; comprometimento do tecido conjuntivo; pés planos (chatos); hiperextensibilidade das articulações; palato alto; peito escavado; prega palmar única; estrabismo; escoliose; calosidade nas mãos (decorrente do hábito de morder as mãos).” (ASSOCIAÇÃO X FRÁGIL DO BRASIL..., 2007)


Particularidades Intelectuais
A manifestação mais presente na SXF é a deficiência intelectual, podendo variar entre uma simples dificuldade de aprendizagem a uma deficiência intelectual grave. Há um atraso na aquisição da linguagem comprometendo sua comunicação.

As habilidades mais acentuadas são: “excelente memória; facilidade em identificar logotipos e sinais gráficos; geralmente bom vocabulário; facilidade para cópia; habilidade para leitura; uso de jargões e frases de efeito.

As dificuldades mais acentuadas estão ligadas à capacidade de abstrair e compreender o sentido das informações. Por esta razão “seguem instruções ao pé da letra; podem dar importância a aspectos irrelevantes; fala fora do contexto; fala repetitiva; ecolalia (repetição do que ouve). Alguns têm prejuízos muito pequenos, com desempenho praticamente normal. Outros têm comprometimentos moderados, mas com atendimentos especializados chegam a bons resultados sociais e funcionais.

Os indivíduos com comprometimento grave sempre precisarão de apoio.” (ASSOCIAÇÃO X FRÁGIL do BRASIL..., 2007)

Características Comportamentais 
“Pessoas afetadas pela Síndrome do X Frágil geralmente apresentam comportamento diferente da maioria das pessoas. São frequentes as seguintes características: hiperatividade; impulsividade; baixa concentração; ansiedade social; dificuldade em lidar com estímulos sensoriais (visão, audição, paladar, tato e olfato), imitação; desagrado quando a rotina é alterada; comportamentos repetitivos; irritação; explosões emocionais e traços de autismo como: agitar as mãos; evitar contato tátil; evitar contato visual. Nas meninas afetadas estes traços são mais sutis. Nelas, a dificuldade de relacionamento social é marcada por timidez acentuada.” (ASSOCIAÇÃO X FRÁGIL do BRASIL..., 2007)


COMO CHEGAR A UM DIAGNÓSTICO 
Um simples exame de sangue, denominado cariótipo, pode identificar a síndrome. Não há como descobrir de outra maneira. As semelhanças com outros quadros clínicos impedem um diagnóstico clínico final.


X FRÁGIL NA ESCOLA
Já falamos muito em Inclusão Escolar em nossos artigos, portanto, não vamos nos demorar acerca dos princípios de uma escola inclusiva que todos já conhecemos (aquela que é acolhedora, alegre, estimuladora, desafiadora, interessante, competente e que apresenta resultados). Mas, vamos ressaltar a forma de interagir com o aluno com esse tipo de síndrome.

Levando em conta que cada criança com SXF é diferente devido ao grau de severidade do caso: 

1. Será preciso conhecer bem de perto sua família e o meio de onde o aluno vem. Ela deve ser consultada quanto ao seu comportamento, às capacidades que apresenta, os gostos e hábitos. Essas informações serão úteis no convívio com a criança. A família deve ser respeitada e apoiada.

2. O corpo docente precisa saber com o que e com quem está lidando, portanto, antes que o período letivo comece será necessário reuni-lo para as devidas orientações e os devidos esclarecimentos (aliás, isto deve ser feito em todos os casos de inclusão). Os professores não podem simplesmente receber um aluno para inclusão sem nem mesmo saber do que se trata.

3. Os alunos da escola deverão receber esclarecimentos e orientações sobre a síndrome, e deverão ser aconselhados quanto ao respeito e à empatia necessários para um bom relacionamento com o aluno incluído, proporcionando-lhe as necessárias condições sociais para o melhor aproveitamento escolar possível.

4. A coordenadora pedagógica deverá convocar reuniões de planejamento, no mínimo bimestrais, a fim de adequar o ensino à capacidade do aluno X Frágil, estudando com os professores e oferecendo-lhes meios para aprimorar sua didática e sua dinâmica de ensino.

5. Os pais dos demais alunos deverão ser esclarecidos quanto à filosofia da escola e quanto à realidade do aluno incluído, a fim de que cresçam com seus filhos no respeito às diferenças.


Na Sala de Aula
1. “Evitar salas e locais com mais barulho;
2. “Buscar o apoio dos colegas;
3. “Tratar de acordo com a idade;
4. “Abusar de recursos visuais, permitir uso de computador;
5. “Estimular a solicitação de ajuda e o pedido de instruções;
6. “Usar instruções curtas e simples;
7. “Permitir saídas estratégicas da sala.


Quanto ao Conteúdo
1. “Adaptar os conteúdos curriculares, com ajuda da equipe da escola;
2. “Fornecer material em sala pertinente às suas condições atuais de aprendizagem;
3. “Trabalhar conteúdos práticos para o seu dia a dia;
4. “Auxiliar a retirar da matéria o que é mais importante;
5. “Participação oral, sem necessidade de fotocópia.


Quanto à Avaliação
1. “Baseada no contexto social;
2. “Com ajuda de: colegas, professor, acompanhante;
3. “Provas orais com menos questões e com mais tempo;
4. “Solicitando trabalhos;
5. “Pelo progresso individual e com base em suas dificuldades reais”. (A INCLUSÃO ESCOLAR...)


Carinhosamente,
Charlotte


Referências:Associação X Frágil do Brasil – AXFRA. Síndrome do X Frágil - Uma Síndrome com Simpatia. Disponível em: . Acesso em: 11 outubro 2011.SCHWARTZMAN, José Salomão. Síndrome do X-frágil. Disponível em: . Acesso em: 11 outubro 2011.LINHARES, Liz; JENDIROBA, Mirelli; MARCHETT, Simone E. A Inclusão Escolar do Portador da Síndrome do X Frágil. Disponível em: .

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FONTE: http://www.educacaoadventista.org.br/educadores/educacao-especial/882/sindrome-do-x-fragil-uma-nova-visao.html